Embora acesso ao tratamento de crianças com o vírus da AIDS tenha atingido um novo patamar, OMS afirma que muitas vidas poderiam ser salvas se mais crianças começassem a receber medicação mais cedo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou hoje (20) que, embora o acesso ao tratamento de crianças com o vírus da AIDS tenha atingido um novo patamar, muitas vidas poderiam ser salvas se mais crianças começassem a receber medicação mais cedo.
“É encorajador que mais crianças estejam tendo acesso ao tratamento do vírus HIV, mas temos a oportunidade de fazer mais para promover uma vida saudável para recém nascidos e crianças”, disse o diretor-geral assistente para HIV, Tuberculose, Malária e Doenças Tropicais Negligenciadas da OMS, Hiroki Nakatani.
Ao final de 2009, 355 mil crianças estavam recebendo tratamento da AIDS, em comparação com 276 mil ao final de 2008. A OMS está buscando fazer diagnósticos e tratamentos mais cedo, especialmente com crianças com menos de um ano, e recomenda que o diagnóstico infantil comece entre quatro e seis semanas após o nascimento.
Segundo a agência da ONU, o diagnóstico precoce e o pronto tratamento são cruciais, ressaltando que, sem eles, cerca de um terço das crianças infectadas pelo HIV morrerão antes de seu primeiro aniversário, e quase metade falecerá antes de chegar aos dois anos de idade. A OMS ainda aproveitou para emitir recomendações destinadas a reduzir, e eventualmente eliminar, novas infecções pelo vírus HIV em crianças.
A fim de reduzir a transmissão da doença das mães aos filhos – cerca de 400 mil bebês contraíram HIV dessa forma neste ano –, a OMS recomendou que todas as mulheres com AIDS devem receber medicamentos antiretrovirais para se protegerem da transmissão durante a gravidez, parto ou amamentação. A Organização acrescentou que as mães que vivem com HIV podem agora amamentar com segurança, desde que elas ou os seus filhos recebam medicamentos antiretrovirais durante o período.
“A eliminação virtual da transmissão de HIV da mãe para o filho pela amamentação é possível até 2015”, afirmou Paul De Lay, diretor-executivo adjunto do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS). “Investimentos relativamente baixos podem salvar muitas mães e bebês”.