Na Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP24), na Polônia, 17 confederações esportivas globais, regionais e nacionais — incluindo o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) — lançaram nesta semana (12) uma aliança para combater o aquecimento global.
A coligação Esportes pela Ação Climática vai promover cortes nas emissões de gases do efeito estufa associadas a competições e atividades esportivas, além de mobilizar atletas e torneios na conscientização do público.

Na Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP24), na Polônia, 17 confederações esportivas globais, regionais e nacionais — incluindo o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) — lançaram nesta semana (12) uma aliança para combater o aquecimento global. A coligação Esportes pela Ação Climática vai promover cortes nas emissões de gases do efeito estufa associadas a competições e atividades esportivas, além de mobilizar atletas e torneios na conscientização do público.
Entre os membros da iniciativa, estão também a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), a Federação Francesa de Tênis, o aberto de tênis Roland Garros, a Fórmula E, a Federação Internacional de Vela, os organizadores dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 e Paris 2024, a Copa do Mundo da Rugby League 2021 e a Liga Mundial de Surfe.
“Dentro de seu alcance global, apelo universal e poder de inspirar e influenciar milhões de pessoas em todo o globo, o esporte está em posição privilegiada para impulsionar a ação climática e encorajar a participação de multidões”, disse o príncipe Albert II de Mônaco, que preside a Comissão de Sustentabilidade e Legado do COI, durante evento de lançamento da aliança em Katowice.
“À medida que países aqui em Katowice se preparam para transformar seus compromissos climáticos em realidade, estamos prontos para alavancar o poder do esporte para apoiar seus esforços.”
A indústria esportiva é responsável por extensas emissões de carbono em diversas frentes, incluindo viagens, uso geral de energia e construção de estádios. Com a iniciativa, os signatários reconhecem que é preciso alcançar uma economia neutra em emissões até 2050.
“Reconhecemos a necessidade crítica de que todos ajudem a implementar o Acordo de Paris e acelerem a mudança necessária para alcançar neutralidade de emissão de gases causadores do efeito estufa na segunda metade do século 21”, disse a secretária-geral da FIFA, Fatma Samoura.
O sentimento foi ecoado pelo presidente da UEFA, Aleksander Čeferin. “As mudanças climáticas são o maior desafio enfrentado pelo planeta. A UEFA acredita firmemente que o futebol, com sua forte e cada vez maior consciência ambiental, em especial em áreas como gestão de eventos sustentáveis, possui um papel a desempenhar na resposta a esta questão.”
Resultado de uma colaboração entre representantes de diversas organizações esportivas e a ONU, a parceria não busca apenas reduzir a quantidade de emissões geradas por operações esportivas, mas também usar a popularidade de ídolos esportivos e a paixão de muitos torcedores, a fim de mudar a opinião pública sobre os perigos das mudanças climáticas irreversíveis.
“Em algum momento, como atleta, você começa a ver a plataforma que você tem e você vê que sua voz é por um motivo e (percebe) o poder de usá-la”, disse a canadense Karina LeBlanc, ex-goleira de futebol e embaixadora do UNICEF, em entrevista à agência de notícias da ONU.
“Se você tem um alcance do Cristiano Ronaldo, com 360 milhões de seguidores ou você é uma professora com uma sala de aula com crianças, trata-se de iniciar a conversa e de como podemos todos ter impacto nas mudanças. A ideia de estar em uma corrida, com todos estando no mesmo time, é o que me inspira”, acrescentou.
Algumas iniciativas concretas já viram a luz do dia. O COI, em colaboração com o secretariado da UNFCCC, produziu dois guias: “Fundamentos da Sustentabilidade: Esporte para Ação Climática” e “Metodologia da Pegada de Carbono para os Jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos”.
No início de 2019, os signatários da aliança esportiva serão convidados a formar grupos de trabalho para planejar atividades sobre os 16 princípios de sustentabilidade estabelecidos pelo projeto.