Segundo estudo da FAO, inovações institucionais em organizações como cooperativas permitem que pequenos produtores tenham papel maior na crescente procura por alimentos.
Organizações rurais, como grupos de produtores e cooperativas, são cruciais para a redução da fome e da pobreza. Elas permitem que os pequenos produtores possam desempenhar um papel maior para responder à crescente procura de alimentos nos mercados locais, nacionais e internacionais e, assim, melhoram suas próprias oportunidades econômicas, sociais e políticas.
Essa conclusão é da publicação “Boas Práticas na Construção de Instituições Rurais Inovadoras para o Aumento da Segurança Alimentar”, elaborado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pelo Fundo lnternacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) para o Ano Internacional das Cooperativas.
O estudo apresenta 35 casos de sucesso de inovações institucionais de grupos de produtores e cooperativas que têm dado mais poder aos pequenos produtores e contribuído para a segurança alimentar em diferentes regiões do mundo. São citados casos de melhor acesso e gestão dos recursos naturais, melhor fornecimento de insumos como sementes e equipamentos e melhoria na ajuda aos pequenos produtores para terem uma voz em processos de tomada de decisão.
Para o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, e o Presidente da FIDA, Kanayo F. Nwanze, a publicação pode servir de exemplo para outras organizações rurais.
“Enquanto salientam os fatores de sucesso para as organizações de pequenos produtores poderem prosperar, estas boas práticas permitem que os profissionais de desenvolvimento e outras partes interessadas aprendam com iniciativas bem sucedidas em vários países, para apoiá-las e reproduzi-las. Esperamos que os decisores políticos e agentes do desenvolvimento nos países em desenvolvimento se inspirem neste conjunto de estudos de caso para promover novas parcerias que envolvam as partes interessadas relevantes para estratégias eficazes de segurança alimentar e desenvolvimento rural”, apontaram.