Escritório nacional do Pacto realiza campanhas de conscientização junto ao setor privado. ACNUR e ONU Mulheres também desenvolvem iniciativas para preparar refugiados para vagas e postos de trabalho.

No Centro de Apoio ao Trabalhador, os refugiados atendem outros estrangeiros (inclusive solicitantes de refúgio) e os auxiliam na busca por emprego em São Paulo, a maior cidade do Brasil. Foto: ACNUR/ L.F.Godinho
Em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a Rede Brasileira do Pacto Global tem desenvolvido estratégias de conscientização junto ao setor privado para estimular a inclusão e a contratação de refugiados que chegam ao Brasil. No país, a legislação permite a inserção desse tipo específico de imigrante no mercado de trabalho.
A iniciativa da Rede Brasileira vai de encontro à recomendação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que convocou empresas a buscarem soluções para a crise de refugiados, durante a reunião do Fórum do Setor Privado das Nações Unidas, em Nova York, em setembro. A ONU Mulheres também realiza, no Brasil, projetos voltados para as populações deslocadas. Um deles, em São Paulo, visa a empoderar e preparar mulheres refugiadas para o mundo do trabalho.
“É hora de transformar modelos de negócios para que eles atendam às necessidades das pessoas”, afirmou o secretário-geral no Fórum. Por meio do Pacto Global, as Nações Unidas procuram mobilizar a comunidade empresarial para a adoção de pautas internacionais, como a Agenda 2030.
No Brasil, o escritório nacional do Pacto também tem estabelecido parcerias com o governo do estado de São Paulo para difundir os novos Objetivos Globais entre o setor privado. Em setembro, no mesmo mês da Cúpula da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável, secretarias estaduais de São Paulo – Meio Ambiente, Casa Civil e Desenvolvimento Social- criaram um grupo de trabalho que vai elaborar estratégias de implementação da Agenda Pós-2015 na esfera local. A redução das emissões de carbono no estado está entre as metas da equipe.