A maioria esmagadora é jovem, pobre, mora em áreas rurais e não tem instrução. Menos de 10% das crianças completam a escola primária e das terras do país, cujo território é do tamanho da França, apenas 4% são cultiváveis.

Os nove milhões de habitantes do país mais novo do mundo, o Sudão do Sul, convivem com um dos piores indicadores de desenvolvimento do planeta. A maioria esmagadora é jovem, pobre, mora em áreas rurais e não tem instrução. Menos de 10% das crianças completam a escola primária e das terras do país, cujo território é do tamanho da França, apenas 4% são cultiváveis.
“Uma menina de 15 anos no Sudão do Sul tem mais chances de morrer no parto do que concluir seus estudos”, disse hoje (20/07) a Coordenadora humanitária da ONU para o Sudão do Sul, Lise Grande, durante reunião do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) em Genebra. Metade da população não tem acesso à água potável e 1% das famílias têm conta bancária. A estimativa é que uma pessoa a cada cinco chegue a usar algum estabelecimento de saúde durante toda a sua vida.
No entanto, para Grande, o país avançou desde 2005, quando foi firmado o acordo de paz na guerra civil entre o norte e o sul do antigo Sudão. Eleições multipartidárias para presidência e para o parlamento ocorreram no último ano pela primeira vez, a polícia e o judiciário foram estabelecidos e mais de seis mil quilômetros de estradas foram reformados.
Ela acrescentou que as matrículas da escola primária quadruplicaram, as taxas de infecção por verme da Guiné caíram em mais de 90% e o país é considerado livre da poliomielite.
Para os próximos anos, a Coordenadora disse que o foco das Nações Unidas no país será a ajuda humanitária, segurança, justiça e a prestação de contas. No dia 14 de julho, o Sudão do Sul se tornou o 193º Estado-Membro das Nações Unidas.