65 países adotam declaração da ONU que protege meio ambiente marítimo

Os signatários da Declaração de Manila afirmam seu compromisso em reduzir os resíduos marítimos, o esgoto e a poluição derivada de fertilizantes.

Em direção a uma economia verde, os 65 países reunidos nas Filipinas durante a Conferência Global sobre Conexão Oceano-Terra (GLOC) assinaram na sexta-feira  (27/01) a Declaração de Manila, comprometendo-se a intensificar esforços para proteger oceanos de atividades desenvolvidas em terra. O evento reuniu, além de governos e cientistas marítimos, organizações não governamentais e representantes de instituições financeiras.

Com a coorganização do Governo das Filipinas e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), os signatários afirmaram seu compromisso para desenvolver políticas que  reduzam os resíduos marítimos, o esgoto e a poluição derivada de fertilizantes. O acordo contém 16 disposições a serem promovidas entre este ano e 2016 nos níveis local, regional e internacional.

“A Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) é uma excelente oportunidade para levar a Declaração de Manila para uma audiência global. É fundamental aproveitar nosso impulso para alcançar melhorias nas atividades sobre a terra, para proteger os ecossistemas costeiros e a saúde dos oceanos, para o qual o esforço coordenado internacional é vital”, afirmou a Vice-Diretora Executiva do PNUMA, Amina Mohamed.

Os signatários ressaltaram a importância de oceanos saudáveis na sustentação de meios de subsistência e segurança alimentar – especialmente para os pequenos estados insulares. A declaração busca enfrentar a perda de biodiversidade, os poluentes orgânicos persistentes e a acidificação dos oceanos resultante de atividades baseadas em terra.

Ainda antes da assinatura da Declaração de Manila, o PNUMA e parceiros haviam lançado o relatório “Economia Verde em um Mundo Azul”, no qual são apresentados caminhos para que setores econômicos marítimos se transformem em economias verdes. Este relatório defende que a saúde dos ecossistemas marítimos depende da mudança de paradigma, que envolva desde a geração de energia sustentável e a promoção de ecoturismo até a pesca sustentável.