Os negociadores dos países que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) realizada em Nairóbi, no Quênia, na semana passada, chegaram na sexta-feira (22) a um consenso sobre o programa da conferência para os próximos quatro anos após longas discussões que demandaram noites em claro.
A conferência viu progressos concretos, entre eles, o lançamento de novas iniciativas de comércio eletrônico, o primeiro relatório estatístico das Nações Unidas sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e o lançamento de um fundo para o comércio.

Ban Ki-moon (centro) na abertura da UNCTAD em Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU
Os negociadores dos países que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) realizada em Nairóbi, no Quênia, na semana passada, chegaram na sexta-feira (22) a um consenso sobre o programa da conferência para os próximos quatro anos após longas discussões que demandaram noites em claro.
“Estou contente com o fato de nossos 194 Estados-membros terem conseguido chegar a um consenso, dando um papel central à UNCTAD para buscar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, disse o secretário-geral da conferência, Mukhisa Kituyi.
“É um bom dia para o Quênia, para a UNCTAD e para o multilateralismo”, disse a presidente da UNCTAD14, Amina Mohamed.
Preparado sob a responsabilidade do governo queniano, o primeiro documento fechado pelos negociadores, a declaração política conhecida por sua tradução em suaíli, Azimio, representa uma ampla expressão do estado socioeconômico do mundo. Os negociadores trabalham agora no segundo documento, o Consenso de Nairóbi, conhecido como Maafikiano.
A conferência foi aberta na semana passada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na presença do presidente queniano, Uhuru Kenyatta, e do vice-presidente de Uganda, Edward Kiwanuka Ssekandi, e ocorreu durante cinco dias em Nairóbi. Mais de 5 mil delegados de 149 países participaram do evento.
A conferência foi realizada em um cenário de projeções ainda ruins para a economia mundial. Nos países do Norte, muitos permanecem céticos em relação aos benefícios da globalização, enquanto a pobreza e a desigualdade permanecem nos países do Sul.
Para muitos na UNCTAD, seu trabalho permanece mais importante do que nunca, apoiando populações a obter oportunidades com a globalização e protegê-las nas crises, atuando em questões de comércio, investimento, tecnologia e finanças.
A conferência viu progressos concretos, entre eles, o lançamento de novas iniciativas de comércio eletrônico, o primeiro relatório estatístico das Nações Unidas sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, o lançamento de um fundo para o comércio e o comprometimento de mais de 90 países em chegar a um consenso sobre os subsídios da pesca.
A conferência também contou com um desfile de moda, enfatizando a criatividade e o potencial comercial da indústria de moda queniana, o lançamento do relatório sobre o desenvolvimento econômico na África referente a 2016 e debates sobre questões como medidas não tarifárias, dívidas e fluxos financeiros ilícitos.