A CEPAL indica que a taxa de crescimento regional em 2014 será levemente superior à de 2013 (2,5%) e inferior à prevista em dezembro (3,2%). Estima-se que o Brasil crescerá 2,3%.

A região, incluindo o Brasil, crescerá menos que o previsto em 2014. Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo
Os países da América Latina e do Caribe crescerão em média 2,7% em 2014, devido a um limitado dinamismo das principais economias da região, segundo novas projeções apresentadas pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).
O organismo regional das Nações Unidas divulgou nesta terça-feira (29) seu Balanço Econômico Atualizado da América Latina e do Caribe 2013, documento no qual são revisadas as informações sobre as principais variáveis econômicas de 2013 e onde são apresentadas novas estimativas de crescimento para a região.
A CEPAL indica que a taxa de crescimento regional em 2014 será levemente superior à de 2013 (2,5%) e inferior à prevista em dezembro (3,2%), devido a um contexto externo ainda marcado pela incerteza e um crescimento menor ao esperado para as maiores economias da região, Brasil e México, que crescerão 2,3% e 3%, respectivamente.
Também reduziu-se a projeção de crescimento econômico para a Argentina (1%), país que no início de 2014 tomou várias medidas com impacto contracionista para enfrentar os desequilíbrios surgidos nos últimos anos. No entanto, a complexa situação econômica da Venezuela incidirá em uma redução de -0,5% da atividade neste país.
Entretanto, prevê-se uma alta heterogeneidade nos níveis de crescimento dos países. Segundo o Balanço, Panamá, Bolívia, Peru, Equador, Nicarágua e República Dominicana terão, em 2014, crescimentos iguais ou superiores a 5%, enquanto que um número importante de países apresentará uma expansão entre 3% e 5%.
Em seu relatório, a CEPAL indica que os índices de atividade dos países desenvolvidos – em especial os Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Alemanha e vários outros da zona do euro – têm apresentado uma recuperação, embora exista cautela pela situação da China, um dos principais sócios comerciais da região, que estabeleceu 7% como meta mínima de crescimento para este ano.
Além disso, prevê-se que a demanda por produtos básicos (commodities), especialmente minérios e alimentos, se manterá limitada, o que, somado à apreciação das moedas dos países desenvolvidos, faria baixar seus preços moderadamente. A diminuição afetaria as economias exportadoras destes produtos, como as da América do Sul.