Países latino-americanos reúnem-se em Brasília para discutir desigualdade no acesso à saúde

Gestores e profissionais de saúde de Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, México, Paraguai, Peru e Panamá reúnem-se em evento em Brasília nesta semana para discutir práticas e políticas inovadoras destinadas a grupos de maior vulnerabilidade social — população negra, populações do campo, da floresta e das águas, LGBTI, pessoas em situação de rua, ciganos e migrantes.

O I Encontro Latino-Americano de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde: Populações Vulneráveis e Gestão Participativa é fruto de parceria entre Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e Ministério da Saúde. O encontro é transmitido pela Internet.

Países latino-americanos reúnem-se em Brasília para discutir acesso à saúde por populações mais vulneráveis. Foto: EBC

Países latino-americanos reúnem-se em Brasília para discutir acesso à saúde por populações mais vulneráveis. Foto: EBC

Gestores e profissionais de saúde de Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, México, Paraguai, Peru e Panamá reúnem-se em Brasília esta semana para discutir práticas e políticas inovadoras destinadas a grupos de maior vulnerabilidade social — população negra, populações do campo, da floresta e das águas, LGBTI, pessoas em situação de rua, ciganos e migrantes.

O representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Joaquín Molina, afirmou nesta segunda-feira (27) que a desigualdade prejudica fortemente as populações mais vulneráveis e que os países têm buscado enfrentar essa situação.

A declaração foi dada na abertura do I Encontro Latino-Americano de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde: Populações Vulneráveis e Gestão Participativa, uma parceria entre a OPAS/OMS e o Ministério da Saúde brasileiro.

O evento acontece até terça-feira (28), em Brasília (DF), e reúne treze países. Interessados pelo tema poderão acompanhar os trabalhos em tempo real pelo link http://datasus.saude.gov.br/emtemporeal (navegador Internet Explorer).

“As desigualdades afetam de forma diferenciada a população, prejudicando mais fortemente aquelas que são consideradas vulneráveis, seja por suas próprias condições características ou por questões históricas e sociais”, disse Molina.

“De modo geral, os países vêm desenvolvendo respostas a essas desigualdades, estabelecendo políticas de promoção da igualdade e garantindo o direito de acesso aos sistemas de saúde. Em âmbito regional, são diversos os esforços para garantir o direito à saúde de forma igualitária. Podemos citar, enquanto ação estruturante, a estratégia de saúde universal proposta pela OPAS/OMS”, completou.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi, ressaltou a importância do encontro entre países latino-americanos para o intercâmbio de informações. “Esse encontro vem para que possamos trocar experiências com outros países e saber o que estão fazendo. Também poderemos divulgar o trabalho que estamos construindo de forma continuada no Brasil”.

Membro do Parlamento Latino-Americano (Parlatino), o deputado federal brasileiro Hiran Gonçalves (PP-RR) afirmou que o Brasil e os países da América Latina possuem situações de saúde muito semelhantes em termos sociais, mas cada um com suas necessidades e características.

“Aqui no país temos um desafio que eu considero muito importante: temos um sistema de saúde que estabelece, na Constituição Federal de 1988, princípios pétreos de universalidade e equidade. Estamos construindo isso ao longo do tempo. Conhecer outras experiências dos países aqui representados será enriquecedor”, declarou.

Durante os dois dias de encontro, serão apresentados dois painéis: um sobre “Determinantes Sociais, Equidade e Sistemas Nacionais de Saúde” e outro sobre o “Panorama e Perspectiva de Cooperação entre o Poder Executivo e o Legislativo”. Haverá também a apresentação do Laboratório de Inovação da OPAS/OMS e das intenções de cooperação, além de debates e elaboração de planos de trabalho.