Dinamarca, Suécia e Noruega decidiram aumentar as contribuições para o orçamento de 2017 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Somadas, doações de cada país chegam a quase 45 milhões de dólares. Em 2016, os três países disponibilizaram verbas adicionais para ajudar a agência da ONU a lidar com déficits orçamentários.

Resposta do UNAIDS à epidemia da HIV/AIDS ganhou reforço da Noruega, Suécia e Dinamarca, que aumentaram suas contribuições financeiras para agência para 2017.
Foto: Banco Mundial / Trinn Suwannapha
Dinamarca, Suécia e Noruega disponibilizarão quase 45 milhões de dólares para iniciativas do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em 2017. A soma marca um aumento das contribuições dos três países nórdicos, que anunciaram em dezembro seus novos orçamentos para a agência da ONU.
O governo da Suécia decidiu aumentar o financiamento para 230 milhões de coroas suecas — aproximadamente 25 milhões de dólares. A verba ajudará países de média e baixa renda a cumprir os objetivos definidos pela Declaração Política de 2016 da ONU sobre o Fim da AIDS.
O compromisso determina que as novas infecções por HIV sejam reduzidas para menos de 500 mil em todo o mundo até 2020. A mesma meta vale para as mortes associadas à AIDS.
“A liderança do UNAIDS é fundamental para nossa ambição coletiva de erradicar a AIDS (enquanto ameaça de saúde pública) e para garantir a zero discriminação contra as pessoas vivendo com HIV”, afirmou a secretária de Estado e ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ulrika Modéer.
A dirigente lembrou que “o apoio político e financeiro da Suécia ao UNAIDS (já) foi claramente demonstrado com a contribuição adicional de 50 milhões de coroas suecas (cerca de 5,5 milhões de dólares) durante 2016 para enfrentar o déficit orçamentário”.
Para 2017, a Noruega aumentou em 10 milhões de coroas norueguesas o montante doado, que chegou a 130 milhões — quase 15 milhões de dólares. As contribuições da Dinamarca para o próximo ano alcançaram os 30 milhões de coroas dinamarquesas, valor equivalente a cerca de 4,2 milhões de dólares.
“Celebramos esses novos compromissos, que chegam em um momento crítico do controle da epidemia de AIDS e que permitirão ao UNAIDS se concentrar na melhoria de sua performance, na entrega de resultados e na garantia de que ninguém seja deixado para trás pela resposta à AIDS”, afirmou o diretor-executivo do programa da ONU, Michel Sidibé.
A agência lembrou que, em 2016, os três países fizeram doações adicionais em caráter emergencial para lidar com a falta de recursos do programa. Em junho desse ano, o UNAIDS registrava um déficit de 30%.