Um dia após o número de sírios registrados como refugiados ter passado de dois milhões, ONU está preocupada com impacto devastador que a crise tem provocado nos países que recebem a população síria.

Criança refugiada síria em campo de refugiados na Jordânia. Foto ACNUR
Ministros dos governos do Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia estão em Genebra nesta quarta-feira (4) para participar de uma discussão, promovida pelo Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, sobre a crise síria.
O ministro do Bem-Estar Social do Líbano, Wael Abu Faour, e os ministros das Relações Exteriores da Jordânia, Nasser Judeh, Turquia, Ahmet Davutoğlu, e Iraque, Hoshyar Zebari, chegaram à sede do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) também na quarta-feira.
Um dia após o número de sírios registrados como refugiados ou aguardando pela finalização do registro ter passado de 2 milhões, o ACNUR está seriamente preocupado com a deterioração da situação humanitária na região, assim como com o impacto devastador que a crise tem provocado nos países que acolhem a população síria refugiada. Líbano, Jordânia, Turquia e Iraque são os principais países de acolhida.
Depois do trágico marco alcançado nesta terça-feira (3), Guterres afirmou que a Síria tornou-se “uma vergonhosa calamidade humanitária, com um grau de sofrimento e deslocamento sem paralelos na história recente”. Ele acrescentou que “o único conforto é a postura humanitária demonstrada pelos países da vizinhança em receber e salvar as vidas de tantos refugiados”.
Mais de 97% dos refugiados sírios estão sendo acolhidos pelos países vizinhos, o que significa uma sobrecarga para sua infraestrutura, economia e dinâmica social. Estas ações precisam urgentemente de expressivo apoio internacional para lidar com a crise.
A reunião abre o caminho para um evento de nível ministerial que acontecerá em 30 de setembro, como parte do encontro anual do Comitê Executivo do ACNUR. As discussões tentarão estabelecer um consenso sobre os compromissos em larga escala visando o apoio humanitário e emergencial. O debate também implica no envolvimento de instituições financeiras internacionais.