Palmas vai receber 300 mil visitantes durante I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

Mais de mil atletas, entre 1.100 brasileiros e 700 estrangeiros, participam da competição que começa hoje. Evento é organizado com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Futebol, tiro com arco e flecha, canoagem, arremesso de lança, cabo de força e a corrida com tora estão entre as principais modalidades da competição. Foto: ME / Roberto Castro

Futebol, tiro com arco e flecha, canoagem, arremesso de lança, cabo de força e a corrida com tora estão entre as principais modalidades da competição. Foto: ME / Roberto Castro

Nesta sexta-feira (23), tem início a 1ª edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), evento esportivo que vai reunir etnias de 22 países em Palmas, no Tocantins. A cidade espera receber mais de mil atletas, entre eles, 1.100 brasileiros e 700 estrangeiros. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a capital escolhida como sede dos Jogos tem as condições ideais para receber a competição.

Palmas apresenta o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da região Norte, calculado em 0,788 pela agência da ONU. Segundo informações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a cidade é a segunda capital mais segura do Brasil em proporção de homicídios. Palmas também é relativamente equidistante da maioria das aldeias indígenas brasileiras. “Acredito que havia uma vocação natural da cidade para sediar o evento”, afirmou o prefeito do município, Carlos Amastha.

“Na prática, quando uma cidade tem um IDHM alto, as pessoas têm a possibilidade de ampliar suas capacidades, justamente por terem acesso a serviços de saúde, de educação e um padrão de vida digno”, explicou a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD, Andrea Bolzon. Segundo estimativas do Ministério do Esporte, cerca de 300 mil visitantes devem chegar à cidade para prestigiar os Jogos Mundiais.

A preparação para os JMPI começou em 2013, após a realização da 12ª edição nacional da competição. Além de divulgar e preservar a cultura dos povos indígenas, representada por suas modalidades esportivas típicas, o evento vai promover o diálogo com etnias estrangeiras. Para a representante de programas do PNUD, Maria Teresa Fontes, a intenção é “dar aos participantes a oportunidade de conhecer, interagir e se socializar com os costumes, hábitos e culturas da população indígena de diversas partes do mundo”.