Papa Francisco viaja pela primeira vez à África e visita sede da ONU em Nairóbi

Às vésperas da Conferência do Clima de Paris, o Pontífice convocou líderes mundiais a adotarem novos modelos de desenvolvimento para combater mudanças climáticas. Além do Quênia, Papa visitará Uganda e República Centro-Africana.

Papa plantou uma árvore simbolizando seu compromisso com o meio ambiente, no Escritório das Nações Unidas em Nairóbi (UNON). Foto: PNUMA

Papa plantou uma árvore simbolizando seu compromisso com o meio ambiente, no Escritório das Nações Unidas em Nairóbi (UNON). Foto: PNUMA

Às vésperas da Conferência do Clima de Paris, que começa na próxima segunda-feira (30), o Papa Francisco realizou sua primeira viagem oficial à África, onde visitou, nesta quinta-feira (26), a Casa das Nações Unidas em Nairóbi, no Quênia. Em encontro com cidadãos do país e representantes da ONU, o Pontífice destacou que o combate às mudanças climáticas exige novos modelos de desenvolvimento e o fim da “cultura do desperdício”.

“A COP21 representa um estágio importante no processo de desenvolvimento de um novo sistema de energia, que dependa de um uso mínimo de combustíveis fósseis, busque a eficiência energética e faça uso de fontes com pouco ou quase nenhum conteúdo de carbono”, disse o líder da Igreja Católica, que considera a transformação dos atuais padrões de produção e consumo “uma obrigação política e econômica”.

O diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, elogiou a mensagem de Francisco, que critica a globalização da “indiferença” em defesa de compromissos éticos, capazes de mobilizar líderes mundiais, o setor privado e indivíduos de todo o mundo. Para o dirigente da agência da ONU, a Conferência do Clima precisará de lideranças ousadas para a elaboração de um acordo climático que mantenha o aumento da temperatura global abaixo do limite seguro dos 2ºC.

Ao longo de sua passagem pelo continente africano, o Papa irá também à Uganda e à República Centro-Africana.

Em entrevista ao rádio do Vaticano, a diretora-geral do Escritório das Nações Unidas em Nairóbi (UNON), Sahle-Work Zewde, afirmou que muitas pessoas aguardavam a visita do Pontífice à África, uma região “que precisa da ONU muito mais do que qualquer outra”. “Acho importante ver o Papa vindo aqui e se dirigindo a muitos dos desafios (enfrentados pelo povo africano), porque ele tem discutido questões de inclusão, solidariedade, dignidade para todos, que ressoam muito mais nesse continente do que em qualquer outro no mundo”, disse.

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