Para chefe da ONU, única solução para crise no Iêmen é um acordo político com negociação inclusiva

Secretário-geral, Ban Ki-moon, pede adiamento de consultas no Iêmen e solicita o retorno ao diálogo o “mais rápido possível.” 

Um menino senta-se em meio aos escombros que restam de sua casa, que foi destruída em um ataque aéreo no vilarejo de Okash, perto de Sanaa, capital do Iêmen. Foto: UNICEF/Mohammed Hamoud

Um menino senta-se em meio aos escombros que restam de sua casa, que foi destruída em um ataque aéreo no vilarejo de Okash, perto de Sanaa, capital do Iêmen. Foto: UNICEF/Mohammed Hamoud

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, requisitou que seu enviado especial para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, adie as consultas planejadas para a busca de um processo de transição política pacífica liderada pelos iemenitas no país, de acordo com um porta-voz da ONU.

As consultas estavam previstas para começar nesta quinta-feira (28) em Genebra, mas foram canceladas após condições impostas pelas partes implicadas para começar os diálogos de paz.

“O secretário-geral lamentou a impossibilidade de começar uma iniciativa tão importante o mais rápido possível e reiterou seu pedido para todas as partes se envolverem nas consultas facilitadas das Nações Unidas de boa fé e sem pré-condições”, disse Ban em um comunicado emitido em Nova Iorque, também reiterando que “a única solução duradoura para a crise no Iêmen é um acordo político com negociação inclusiva”.

De acordo com as últimas estimativas do escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) pelo menos 1,037 civis, incluindo 130 mulheres e 234 crianças, perderam suas vidas no Iêmen entre os dias 26 de março e 20 de maio, enquanto cerca de outras 2,453 pessoas foram feridas.