Segundo a ONU, o valor solicitado para financiar as operações humanitárias aumentou quase 600%, de 3 bilhões em 2004 para 17,9 bilhões em 2014, o que têm dificultado a atuação dos programas da ONU.
Em meio ao prolongamento das crises humanitárias e dos conflitos, bem como o aumento dos desastres naturais, os trabalhadores humanitários não podem mais atuar individualmente. É necessário um trabalho mais estreito com os parceiros para garantir que as necessidades das pessoas continuem sendo atendidas de forma rápida e eficiente, afirmou o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson.
“Trabalhar em parceria continua a ser um desafio fundamental, uma tarefa central e um imperativo humanitário”, destacou Eliasson, na abertura do Terceiro Fórum Global de Política Humanitária, que acontece em Genebra, nesta quarta-feira (03). A reunião de alto nível foi convocada pela Seção de Análises Políticas e Inovação, do Escritório da ONU de Coordenação para Assuntos Humanitários (OCHA), para discutir a importância da interoperabilidade humanitária.
Segundo a ONU, atualmente, a quantidade de pessoas que precisam de assistência humanitária triplicou comparado há 10 anos. Além disso, o valor solicitado para financiar as operações humanitárias aumentou quase 600%, de 3 bilhões em 2004 para 17,9 bilhões em 2014, o que têm dificultado a atuação dos programas da ONU.
“Estamos em uma encruzilhada. A atual trajetória é insustentável. Temos que mudar a forma como trabalhamos e traçar o caminho que devemos seguir”, acrescentou Eliasson, reforçando que as organizações humanitárias devem aprender a trabalhar mais estreitamente com os parceiros.
