‘Para transformar o mundo, é necessário transformar as cidades’, diz Ban

Com mais da metade da população global vivendo nas cidades e em assentamentos urbanos, é necessário dar maior atenção ao papel da urbanização como fonte de desenvolvimento global e inclusão social, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no Dia Mundial das Cidades lembrado na segunda-feira (31).

No Dia Mundial das Cidades, Ban defendeu a transformação dos centros urbanos. Foto: Flickr/ Mariana Gil/EMBARQ Brasil

No Dia Mundial das Cidades, Ban defendeu a transformação dos centros urbanos. Foto: Flickr/ Mariana Gil/EMBARQ Brasil

Com mais da metade da população global vivendo nas cidades e em assentamentos urbanos, é necessário dar maior atenção ao papel da urbanização como fonte de desenvolvimento global e inclusão social, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no Dia Mundial das Cidades lembrado na segunda-feira (31).

“Para transformar nosso mundo, precisamos transformar nossas cidades”, disse Ban em comunicado para a ocasião. “Elas são centrais para a ação pelo clima, para a prosperidade global, para a paz e os direitos humanos”, acrescentou.

“Crime, a poluição e pobreza prejudicam centenas de milhões de moradores das cidades. Ao mesmo tempo, as áreas urbanas são centros de energia, inovação e dinamismo econômico. Ao investir nas cidades, podemos avançar com o progresso nas sociedades.”

Em resolução de fevereiro de 2014, a Assembleia Geral da ONU designou 31 de outubro como data para reconhecer a importância dos serviços urbanos como base para o desenvolvimento socioeconômico. A ideia é que a urbanização planejada maximiza a capacidade das cidades de gerar emprego e renda, impulsionando a diversidade e a coesão social entre diferentes classes, culturas, etnias e religiões. O tema deste ano é “Cidades Inclusivas, Desenvolvimento Compartilhado”.

O dia também está ligado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), enquanto o objetivo número 11 tem como meta tornar cidades e assentamentos humanos mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. De acordo com o ONU-Habitat, as desigualdades nas cidades cresceram desde 1980, com as maiores metrópoles do mundo frequentemente registrando os maiores níveis de disparidades.

Em suas declarações, o secretário-geral da ONU disse que esse tema foi foco da recente Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), que adotou a Nova Agenda Urbana, uma série de diretrizes para tornar as cidades mais justas, seguras, acessíveis, resilientes e sustentáveis.

“Foi um marco no estabelecimento de padrões globais para o desenvolvimento urbano sustentável, criando novas maneiras de pensar o planejamento, a administração e a vida nas cidades”, disse o chefe da ONU na mensagem.

Mudando o paradigma urbano

O diretor-executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, também emitiu uma declaração para o dia, que segundo ele é “essencial para promover o interesse da comunidade internacional na urbanização global, impulsionar a cooperação entre países e enfrentar os desafios”.

De acordo com o chefe do ONU-Habitat, a data deste ano é particularmente significativa na medida em que ocorre pouco depois da Habitat III, que reuniu mais de 30 mil pessoas em mais de 1 mil eventos durante quatro dias em Quito, Equador, no mês passado.

“A Nova Agenda Urbana tem a visão de cidades para todos, garantindo que todos os cidadãos sejam capazes de habitar e produzir cidades mais justas, seguras, saudáveis, acessíveis e sustentáveis para impulsionar a prosperidade e a qualidade de vida”, acrescentou.