Paraguai precisa aprovar com urgência lei que protege minorias, recomenda Alta Comissária da ONU

A recomendação ocorre após a visita da Alta Comissária Adjunta da ONU para os Direitos Humanos, Kyung-wha Kang, no país.

Alta Comissária Adjunta da ONU para os Direitos Humanos, Kyung-wha KangO Paraguai precisa aprovar com urgência novas leis para proteger os direitos das minorias, em especial das mulheres e povos indígenas, advertiu a Alta Comissária Adjunta da ONU para os Direitos Humanos, Kyung-wha Kang, após encerrar a visita ao país na última semana.

Durante os três dias da estadia no Paraguai, Kang esteve reunida com líderes de grupos minoritários e representantes da sociedade civil. “Eu ouvi seus apelos e escutei como sua vida diária tem sido dificultada pelo medo, a intolerância e os abusos. Muitos chegam a sofrer ataques físicos”. Em entrevista coletiva de imprensa no último sábado (22/10), ela demonstrou preocupação com o fato do projeto de lei elaborado para proteger as minorias contra a discriminação ainda não ter sido aprovado pelo congresso.

De acordo com ela, os povos indígenas vêm sofrendo com o despejo forçado para abrir caminho à expansão de produtores de soja. “Exorto o governo a aprovar uma legislação abrangente e políticas que atendam à distribuição de terras, altamente desiguais e, portanto, a proteger os direitos dos povos indígenas e outras comunidades”.

Kang disse também que a situação das mulheres indígenas é particularmente precária e que elas estão vulneráveis à violência doméstica, abuso sexual e ao tráfico para fins de exploração trabalhista e sexual. Ela destacou a taxa de mortalidade materna e infantil do Paraguai como uma das mais altas na região.