Secretário-geral das Nações Unidas destaca a cooperação conjunta na África como exemplo bem-sucedido e reforça que a aliança é essencial para combater as crises e o terrorismo.

Sofia (4) é uma das crianças que tiveram que fugir do conflito no leste da Ucrânia. Longe de casa, ela se beneficia da ajuda humanitária proveniente da cooperação entre a EU e a ONU. Foto: UNICEF/P. Zmey
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou, nesta segunda-feira (10), que o desenvolvimento de uma sólida parceria entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) é cada vez mais essencial à medida que a crise global se intensifica em complexidade e se multiplica em escopo.
“Nos últimos anos, a ONU e a UE têm feito significativos avanços no trabalho conjunto pela paz e segurança ao redor do mundo”, disse Ban. “Mas ainda encontramos dificuldades em mobilizar ações que antecipem situações visivelmente deterioradas.”
Segundo Ban,o continente africano oferece o melhor exemplo da natureza abrangente e complementar da parceria ONU – UE. Em Mali, a Missão Integrada de Estabilização Multidimensional da ONU (MINUSMA) esteve trabalhando junto com a UE e “se beneficiou da contribuição uniforme de 13 Estados-Membros europeus”.
“Dada a magnitude dos desafios que enfrentamos, é nossa responsabilidade continuar explorando cenários onde possamos colocar em prática nossos esforços combinados”, acrescentou Ban.
A aliança se estende ao enfrentamento do terrorismo, que representa para ambos uma preocupação que necessita “uma resposta global e holística que apoie os direitos humanos a e não exacerbe o problema.” O secretário-geral também reassegurou que a ONU continua comprometida em trabalhar em conjunto com a UE e outras partes interessadas para desencorajar o fenômeno crescente de terroristas estrangeiros que representam um perigo dentro e fora das fronteiras europeias e para encontrar uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia.