Reconhecer o impacto do terrorismo na vida de pessoas comuns em todo o mundo é o foco do primeiro dia internacional que lembra e homenageia as vítimas do terrorismo.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que a coragem em face à adversidade é uma lição para todos. “Apoiar vítimas e suas famílias é um imperativo moral, baseado na promoção, proteção e respeito aos seus direitos humanos”, afirmou.

O secretário-geral ONU, António Guterres, em discurso na cerimônia de colocação de grinaldas durante a observância do décimo quinto aniversário do bombardeio à sede das Nações Unidas em Bagdá, no dia 17 de agosto de 2018. Foto: ONU/Eskinder Debebe
Reconhecer o impacto do terrorismo na vida de pessoas comuns em todo o mundo é o foco do primeiro dia internacional que lembra e homenageia as vítimas do terrorismo.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que a coragem em face à adversidade é uma lição para todos.
“Apoiar vítimas e suas famílias é um imperativo moral, baseado na promoção, proteção e respeito aos seus direitos humanos”, afirmou Guterres.
Seus comentários foram realizados no contexto de uma mensagem no dia 21 de agosto para marcar o Dia Internacional das Nações Unidas de Lembrança e Tributo às Vítimas do Terrorismo.
“Se preocupar com vítimas e sobreviventes e ampliar suas vozes ajuda no desafio de contestar narrativas de ódio e divisão que o terrorismo busca espalhar. Nós precisamos proporcionar assistência de longo prazo às vítimas, incluindo apoio financeiro, legal, médico e psicossocial.”
O terrorismo continua a apresentar uma séria ameaça à paz e à segurança internacionais. O secretário-geral também destacou que a organização é alvo de ataques rotineiramente.
Guterres relembrou o décimo quinto aniversário do ataque à sede da ONU em Bagdá, onde 22 pessoas foram mortas. Além disso, ele também destacou a maneira como operações de paz estão sempre sobre constante ameaça.
Embora diversos países estejam sendo afetados pelo terrorismo, a ONU afirmou que a maioria das vítimas pertence a um grupo pequeno de nações – particularmente o Afeganistão, Iraque, Nigéria, Somália e Síria.
“Porém, após os ataques terroristas, raramente ouvimos falar daqueles que foram mortos e feridos; as mulheres comuns, homens, meninos e meninas, que estavam levando seu dia a dia e tiveram suas vidas interrompidas ou transformadas para sempre”, continuou Guterres.
“Nós raramente ouvimos falar sobre as famílias que sobreviveram, amigos e comunidades, que são obrigadas a aprender a viver com o fardo do terrorismo para o resto de suas vidas.”
O secretário-geral afirmou que o dia internacional serve como um lembrete para “parar e ouvir as vítimas e sobreviventes do terrorismo, para ampliar suas vozes e reconhecer o impacto que o terrorismo tem em suas vidas”.