Através de metas ambiciosas, como a 90-90-90, os países podem diminuir o número de pessoas que desconhecem viver com HIV e que não tenham acesso ao tratamento em 90% até 2030.

Diretor executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. Foto: UNAIDS
Membros de representações de pessoas vivendo com HIV e lideranças das áreas acadêmica, política e industrial reuniram-se em Londres, no Reino Unido, nos dias 18 e 19 de setembro para participar do evento “Controlando a Epidemia de HIV com Antirretrovirais: Evitando o Custo da Inércia”.
De acordo com os participantes, é possível acabar com a epidemia de aids como uma ameaça à saúde global. Alcançar esse objetivo exigirá o uso eficaz das ferramentas disponíveis, incluindo novas metas ambiciosas para a ampliação do acesso ao tratamento de HIV.
O encontro é um evento anual hospedado pela Associação Internacional de Médicos no Atendimento à Aids (IAPAC), em parceria com a Associação Britânica para o HIV, o Departamento de Saúde e Saúde Pública da Inglaterra (PHE) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).
Um painel de discussão abordou o potencial das novas metas ambiciosas para o tratamento do HIV. Na abertura, o diretor executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, expressou a necessidade de traçar objetivos audaciosos, como a meta 90-90-90. Lançada durante a XX Conferência Internacional de AIDS, em Melbourne, Austrália, a 90-90-90 pretende que, até 2020, 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam seu status; 90% recebam terapia antirretroviral contínua; e que 90% daquelas que recebem tratamento possuam carga viral indetectável.
Atingir este objetivo aumentaria a proporção de pessoas vivendo com HIV com carga viral indetectável de duas a três vezes, assim como estabeleceria a base para acabar com a epidemia de aids como uma ameaça à saúde pública em 2030. Vários países já estão no caminho de alcançar a meta 90-90-90, demonstrando a viabilidade de conquistar estes resultados.
O painel observou a importância da participação e liderança da comunidade na obtenção dessa meta, bem como dos programas de testagem e tratamento de HIV serem fundamentados em princípios de direitos humanos e inclusão.
Unanimemente, concordou-se que esforços para a promoção do conhecimento do status serológico e a oferta de tratamento de HIV devem ser sempre voluntários. Garantir esse benefício de forma equitativa demandará mudanças legais e políticas para remover barreiras discriminatórias existentes no acesso a serviços.