‘Paz é a única opção para a Colômbia’, afirma vice-chefe de direitos humanos da ONU

Em visita a Bogotá, Flavia Pansieri ressalta que o acordo de paz oferece uma oportunidade única para o país evoluir e ser uma sociedade onde todos desfrutem dos mesmos direitos, sem discriminação.

Povos indígenas da Colômbia são um dos grupos que mais sofreram as consequências do conflito prolongado. Foto: Flickr/Actcolombia (CC)

Povos indígenas da Colômbia são um dos grupos que mais sofreram as consequências do conflito prolongado. Foto: Flickr/Actcolombia (CC)

A estrada para a paz é complexa e sinuosa, disse nesta terça-feira (21) a vice-alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, durante sua visita à Colômbia, um país com uma “oportunidade única de evoluir para uma sociedade” onde todo mundo tenham os mesmos direitos, sem discriminação.

“Estou ciente de que nem todo mundo está convencido que a paz é a melhor opção para a Colômbia. Mas está claro que a paz é a melhor – a única – opção”, disse Flavia Pansieri, que viajou para Bogotá, Putumayo e Cauca, onde se encontrou com autoridades e representantes da sociedade civil, assim como mulheres, indígenas, afrodescendentes e organizações camponesas.

Esses grupos são os que mais sofreram as consequências do prologando conflito na Colômbia disse Pansieri. “Eles nos contam histórias de sofrimento e abusos que sofreram, não apenas por causa do conflito, mas por causa de um sistema que, historicamente, os discriminou e os privou.”

Durante o conflito armado, mais de sete milhões de vítimas sofreram violações em grande escala dos direitos humanos, afirmou Pansieri, salientando a importância de mecanismos especiais de justiça de transição. Agora, o Estado deve aumentar a atenção para os direitos destes grupos – incluindo os direitos fundamentais, que são usufruídos nas partes mais ricas do país e garantir mecanismos para garantir a verdade, reparação e não repetição do conflito.