A enviada da agência das Nações Unidas para refugiados, a atriz norte-americana Angelina Jolie, visitou no domingo (28) o campo de Zaatari, na Jordânia, afirmando que a paz na Síria precisa ser construída com dignidade e direitos humanos. Atualmente, cerca de 5,5 milhões de refugiados sírios estão abrigados em Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque.

Enviada do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, conversa com crianças sírias no campo de Zaatari, na Jordânia. Foto: ACNUR/Ivor Prickett
A enviada da agência das Nações Unidas para refugiados, a atriz norte-americana Angelina Jolie, visitou no domingo (28) o campo de Zaatari, na Jordânia, afirmando que a paz na Síria precisa ser construída com dignidade e direitos humanos. Atualmente, cerca de 5,5 milhões de refugiados sírios estão abrigados em Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque.
“É triste voltar à Jordânia e testemunhar os níveis de sofrimento e trauma entre os refugiados sírios enquanto a guerra entra em seu oitavo ano”, disse Jolie, enviada especial para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
Em nome do ACNUR, ela elogiou a Jordânia por sua generosidade e humanidade, disse que a população do país é “um exemplo para o mundo, em um momento em que a solidariedade com os refugiados está em falta”.
Ela lembrou que a agência da ONU não tem os recursos necessários para atender nem ao mesmo as necessidades básicas para a sobrevivência de muitas famílias.
“No ano passado, a resposta do ACNUR para a Síria foi financiada em apenas 50%. E até agora em 2018, está sendo financiada em apenas 7%”, disse ela, acrescentando que não há nada mais devastador para os funcionários das Nações Unidas do que ser incapaz de ajudar as pessoas.
A enviada da agência da ONU para refugiados, a atriz norte-americana #AngelinaJolie, visitou em janeiro o campo de Zaatari, na Jordânia, afirmando que a paz na #Síria precisa ser construída com dignidade e direitos humanos https://t.co/PJvh8CTUrH @ACNURBrasil @Refugees pic.twitter.com/YeSCvmVFrG
— ONU Brasil (@ONUBrasil) 14 de março de 2018
Após sete anos de guerra, a maior parte dos sírios estão sem dinheiro e a maioria vive abaixo da linha da pobreza, com menos de 3 dólares por dia.
“Isso significa que as famílias estão sem comida suficiente; as crianças não estão recebendo tratamento médico; meninas estão vulneráveis ao casamento precoce; e muitos sírios enfrentam seu sétimo inverno sem abrigo adequado”, declarou.
“Um acordo político viável é a única maneira de criar as condições para os sírios retornarem a suas casas e para acabar com o sofrimento humano e a tensão nos países anfitriões”, afirmou.