Afeganistão é origem do maior número de solicitantes de refúgio, com aumento de 34% em 2010. País é seguido por China e Iraque.

Relatório lançado hoje pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) sobre refúgio em países industrializados mostra que novos conflitos e o aumento dos fluxos de antigas crises, como a do Afeganistão, contribuíram para um aumento de 20% no número de solicitações de refúgio feitos em 2011, nos países pesquisados.
O relatório Níveis e Tendências do Refúgio em Países Industrializados 2011 estima que um número recorde de 441,3 mil pedidos de refúgio foi registrado no ano passado, em comparação com 368 mil feitos em 2010. O relatório cobre 44 países da Europa, América do Norte, Oceania e Ásia.
Num reflexo da instabilidade no oeste da África e no mundo árabe, as solicitações de refúgio vindas da Costa do Marfim, Líbia, Síria e outros países destas regiões atingiram o nível recorde de 16,7 mil pedidos a mais que em 2010.
“O grande número de solicitantes de refúgio mostra claramente que 2011 foi um ano difícil para muitas pessoas. O único fato animador é que o sistema internacional de refúgio se manteve firme no meio de todas essas dificuldades”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. “Também é importante colocarmos essas estatísticas em perspectiva. O número de pedidos de refúgio recebido pelos países industrializados ainda é menor que a população em Dadaab, um único campo de refugiado no nordeste do Quênia”, completou Guterres.
O país de origem com o maior número de solicitantes de refúgio é o Afeganistão, com o aumento de 34% em 2010 (35,7 mil pedidos em 2011). China continua com o segundo número mais alto (24,4 mil pedidos), seguido do Iraque (23,5 mil).
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