Para o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, crescimento de 7% do cultivo é resultado do aumento dos preços e da instabilidade do país.

As plantações de papoula, também conhecida como dormideira, aumentaram 7% no Afeganistão em 2011. A planta é cultivada para obtenção do ópio usado na produção da heroína e de outras drogas. Segundo uma pesquisa divulgada hoje (11/10) pela Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em parceria com o Ministério de Combate aos Narcóticos afegão, o aumento dos preços e a contínua instabilidade na região seriam os responsáveis pelo crescimento.
A produção de ópio representa 9% do Produto Interno Bruto (PIB) afegão. Essa conta não inclui os lucros da produção e do tráfico de droga. A produção aumentou de 3,6 mil toneladas para 5,8 mil toneladas no último ano. O cultivo chega a 131 mil hectares do território do país, um crescimento de 8 mil hectares em relação aos últimos dois anos.
“A comunidade internacional deve focar nas conexões entre tráfico de droga e insegurança. A produção e o tráfico de narcóticos impedem a segurança e promovem instabilidade no Afeganistão e no mundo”, alertou o Diretor Executivo da UNODC, Yury Fedotov.
No Afeganistão, segundo o escritório da ONU, o ópio é consumido por 2,65% da população, uma das mais altas taxas do mundo. O nível de consumo gera outros problemas como a epidemia de AIDS entre os usuários de drogas injetáveis.