A maioria das 3,2 milhões de pessoas forçadas a sair de suas casas em 2016 encontrou abrigo em países de baixa e média rendas. Foi o que informou um novo estudo da Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) divulgado na terça-feira (28).

Crianças refugiadas sírias em acampamento no Líbano. Foto: ACNUR/Sam Tarling
A maioria das 3,2 milhões de pessoas forçadas a sair de suas casas em 2016 encontrou abrigo em países de baixa e média rendas. Foi o que informou um novo estudo da Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) divulgado na terça-feira (28).
“Os maiores contribuintes que oferecem um refúgio seguro para as populações desenraizadas do mundo são as comunidades mais pobres”, disse o alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi.
Segundo Grandi, mais da metade dos novos refugiados no primeiro semestre de 2016 vieram do conflito na Síria. A maioria ficou pela região, dividida entre Turquia, Jordânia, Líbano e Egito.
Outros grupos importantes fugiram do Iraque, Burundi, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Eritreia, Somália, Sudão do Sul e Sudão, informou a agência da ONU.
A agência da ONU explicou que, em comparação ao tamanho de suas populações, Líbano e Jordânia abrigam a maior quantidade de refugiados. Em termos econômicos, os países que sofrem o maior peso são o Chade e o Sudão do Sul.
“Hoje, enfrentamos uma crise de números e de cooperação e solidariedade”, disse Grandi.
De todos os países, a Turquia abrigou o maior número de refugiados, com 2,8 milhões até meados de 2016. Na sequência estão o Paquistão (1,6 milhão), o Líbano (1 milhão), o Irã (978 mil), a Etiópia (742.700), a Jordânia (691.800), o Quênia (523.500), Uganda (512.600), a Alemanha (478.600) e o Chade (386.100).
Falando no início deste mês, Grandi criticou a politização dos refugiados na Europa, Estados Unidos e em outros países industrializados e blocos regionais.
“São pessoas que fogem do perigo, e elas não são perigosas”, disse o alto-comissário.