Para o coordenador residente da ONU no Brasil, este aporte da Petrobras fará com que o Brasil mostre ao mundo que é capaz de cumprir todas as metas assumidas na Declaração do Milênio.

Armando Trípodi, GIlberto Carvalho, e Jorge Chediek assinam acordo em Brasília. Foto PNUD/Daniel de Castro
Os esforços do Brasil para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015 ganham um reforço: um aporte de 8 milhões de reais que será feito pela Petrobras ao Projeto ODM Brasil 2015. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e a Secretaria-Geral da Presidência da República, além de parceiros ligados à iniciativa privada: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Furnas, Petrobras e Sebrae.
A assinatura do termo de cooperação técnica internacional entre a Petrobras e o PNUD aconteceu nesta terça-feira (20) em uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. O evento contou com as presenças do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Chediek, representante residente do PNUD no Brasil, Armando Tripodi, gerente executivo de Responsabilidade da Petrobras, além de representantes do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, prefeitos e ex-prefeitos de várias regiões do Brasil.
O Projeto ODM Brasil 2015 tem como foco a municipalização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em especial nas cidades de até 20 mil habitantes e que apresentam quadro ainda preocupante em relação às metas assumidas pelo Brasil diante da Assembleia Geral da ONU. A iniciativa tem três eixos de atuação: produção de conhecimento, ampliação das capacidades municipais e a incorporação dos ODM nas políticas federais.
“Este aporte da Petrobras ao projeto reforça nossa capacidade de alcance destes municípios mais necessitados e dá escala às iniciativas que queremos implementar nesta reta final, para que o Brasil consiga mostrar ao mundo que é capaz de cumprir todas as metas assumidas na Declaração do Milênio e consolidar sua posição de liderança na construção da agenda pós-2015”, afirmou Jorge Chediek, que também é coordenador do Sistema ONU no Brasil.
“Acreditamos que o Brasil tem se posicionado na dianteira deste processo e esperamos que o país seja um modelo também para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que teremos após este processo de consultas globais, o maior processo de consulta pública já feito na história da ONU”, disse Chediek.
De acordo com as equipes envolvidas no projeto, o apoio da iniciativa privada contribui para um aumento no número de seminários e oficinas voltados para a disseminação, capacitação e mobilização de municípios e para o aumento do escopo da assistência técnica disponibilizada para os parceiros locais.