Segundo relatório do Banco Asiático de Desenvolvimento, o produto interno global do continente será de 52%, mais da metade da taxa mundial.

“Os países asiáticos começaram a se afastar do baixo rendimento per capita que os perseguiu durante décadas e alcançaram maiores taxas de PIB com base na industrialização de grande escala” . Esta foi uma das conclusões de uma mesa redonda da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) para discutir o futuro sustentável asiático. Segundo relatório do Banco Asiático de Desenvolvimento (BASD), em 2050 o produto interno bruto global do continente será de 52%, mais da metade da taxa mundial. No entanto, o crescimento não tem sido justo e inclusivo, e a região ainda é responsável por grande parte da pobreza global.
O mesmo relátorio do BASD, denominado “Ásia 2050, Realizando o Século da Ásia”, realizou uma análise das perspectivas futuras de crescimento do continente. O documento alerta para a “armadilha da renda média”, na qual as economias de renda média se tornam incapazes de competir tanto com economias de baixos salários quanto com as altamente qualificadas e avançadas. A “armadilha” pode deter o ritmo de crescimento sustentável ao longo dos anos e, para evitá-la, os países asiáticos devem desenvolver a cooperação regional, além de agendas nacionais e globais.
Para melhorar seus padrões de vida até 2050, as nações da região devem garantir um desenvolvimento sustentável e inclusivo, segundo o relatório. Esse desenvolvimento pode ser alcançado pelo aprofundamento dos processos industriais, ampliando a gama de produtividade, buscando a eficiência dos recursos em todos os processos de produção e garantindo o desenvolvimento de uma classe média altamente qualificada.
A mesa-redonda, intitulada “Ásia 2050: a rota para a prosperidade sustentável”, ocorreu ontem (13) em Viena, na Áustria, e contou com formuladores de políticas de desenvolvimento e profissionais de destaque asiáticos e internacionais. O evento também foi uma realização do BASD, da Fundação de Pesquisa para o Desenvolvimento Internacional da Áustria e da Câmara Federal de Economia da Áustria.