Plano de ação da ONU quer eliminar cinco das doenças mais fatais do mundo

Com prazo de cinco anos, plano inclui nomear Conselheiro Sênior para coordenar sistema de parcerias da Organização e ampliar o Fundo Central de Resposta de Emergência.

Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, divulgou nesta quarta-feira (25/01) a nova agenda de ações para “o futuro que queremos” para os próximos cinco anos. Entre elas, estão “aniquilar” cinco das doenças mais fatais do mundo – malária, tétano neonatal e materno, poliomelite, infecções pediátricas de HIV e sarampo; transformar a Antártida em uma Reserva Natural Mundial; além de apontar um Representante Especial para os jovens.

Essas metas estão inseridas dentro dos cinco imperativos do plano definido em setembro de 2011: desenvolvimento sustentável; prevenção e atenuação de conflitos, fim dos abusos de direitos humanos e impactos dos desastres naturais; construção de um mundo mais seguro; apoio a países em transição; e trabalhar para incluir mulheres e jovens talentosos.

Outras propostas são o desenvolvimento de uma nova Declaração e Agenda para a Transparência e Efetividade de Ajuda Humanitária; criação de um cargo de coordenador da ONU para questões de terrorismo; expansão do Fundo Central de Resposta de Emergência (CERF); inauguração de um Cúpula Humanitária Mundial; e nomeação de um Conselheiro Sênior para coordenar o sistema de parcerias da ONU.

“Trata-se de um plano para criar um futuro mais seguro, sustentável e igual. Um plano para construir o futuro que queremos”, afirmou Ban, que pediu uma atenção especial para a África. Ele ainda ressaltou a necessidade de se “fazer mais com menos” verbas em tempos de austeridade econômica.