PMA ajuda a evitar fome e salvar a agricultura no sul da Bolívia

A agência das Nações Unidas de ajuda alimentar tomou parte na ajuda para a região de El Chaco, no sul da Bolívia, onde um longo período de seca dizimou colheitas de milho, ameaçando toda uma cultura de agricultores indígenas que dependem da produção.

A agência das Nações Unidas de ajuda alimentar tomou parte na ajuda à região de El Chaco, no sul da Bolívia, onde um longo período de seca dizimou colheitas de milho, ameaçando toda uma cultura de agricultores indígenas que dependem da produção.

As férteis planícies de El Chaco são o lar da comunidade Weenhayek, uma população predominantemente indígena de agricultores de milho acostumados a períodos de seca. A atual, entretanto, tem ocorrido por meses, com precipitações de cerca de 40% abaixo da média anual.

A seca nesta região reduziu a colheita de milho em 80% em sete de 16 municípios, com vários declarando a falência da colheita. Os agricultores de culturas como o gergelim, o amendoim e o feijão também estão lutando para sobreviver. As famílias começaram a vender suas terras e animais, e inúmeros outros seguem para a cidade em busca de trabalho. Com o preço dos alimentos subindo, o valor de seus ativos cai, e as famílias em todo El Chaco estão lutando para se manter alimentadas.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) informou ontem (2) que começou a oferecer diferentes iniciativas destinadas a aproximadamente 60 mil pessoas que já esgotaram seus suprimentos de alimentos e estão necessitando assistência com maior urgência.

As iniciativas do PMA incluem fornecimento de alimentos para o programa Comida por Trabalho, que oferece comida e dinheiro para homens e mulheres desempregados e suas famílias, em troca de trabalho em projetos que beneficiem suas comunidades. A agência já oferece programas de refeições escolares para mais de 80 mil crianças em toda a Bolívia com refeições regulares e nutritivas, dando-lhes um incentivo adicional para frequentarem a escola.