As Nações Unidas apelam para que a comunidade internacional financie a ação, estimada em 77 milhões de dólares.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) iniciaram na terça-feira (22/05) uma operação conjunta emergencial para atender as necessidades alimentares de 555 mil de deslocados internos e que migraram para países vizinhos. A ONU apela para que a comunidade internacional financie a ação, estimada em 77 milhões de dólares.
“O tempo não está do nosso lado”, disse a Diretora Executiva do PMA, Ertharin Cousin. “Se não houver mais alimentos ou novas contribuições financeiras imediatamente, não poderemos garantir nossa presença e distribuir comida suficiente no auge da época crítica, que ocorre entre junho e setembro, o que seria catastrófico para as pessoas mais vulneráveis e famintas – especialmente as mulheres e crianças. ”
Mali é um dos países da parte oeste do Sahel – região da África que se estende do Oceano Atlântico ao Mar Vermelho – que está sofrendo uma crise alimentar resultante da seca prolongada. O Norte do país também tem testemunhado, desde janeiro, a retomada dos confrontos entre as forças do Governo e rebeldes tuaregues, levando ao deslocamento em massa de civis em busca de refúgio nos países vizinhos.
“O Sahel representa uma combinação mortal de seca e de deslocamento causado por conflitos. Este não é apenas um dramático problema humanitário, mas tornou-se uma ameaça à paz e segurança globais”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, Antonio Guterres.