Em Adis Abeba, consultores entrevistaram representantes de governos e funcionários do Programa Mundial de Alimentos da ONU que trabalham em ações do Centro de Excelência contra a Fome. Objetivo é analisar consequências das intervenções do organismo nos Estados-membros envolvidos.

Consultores vão avaliar impactos do Centro em programas sociais de países parceiros e desenvolver estratégia de monitoramento para o organismo — que é vinculado ao PMA e ao governo brasileiro. Foto: PMA / Ana Cláudia Costa
Em Adis Abeba, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) recebeu na semana passada a visita de consultores externos que vão avaliar o impacto das atividades de cooperação do Centro de Excelência contra a Fome sobre políticas e programas sociais implementados por seus países parceiros.
Além de acompanhar o II Seminário Regional sobre Alimentação Escolar com Compra Local de Alimentos da agência da ONU, os especialistas entrevistaram representantes de governos e funcionários do PMA presentes no evento. A equipe também realizou uma série de entrevistas com representantes de 16 países africanos.
A avaliação está sendo realizada por um consórcio composto pela Articulação Sul — instituição dedicada à análise da participação brasileira no cenário da cooperação internacional — e a MOVE, voltada para o planejamento e avaliação de políticas e programas sociais.
“Não temos condições de visitar todos os países que têm trabalhado com o Centro ao longo destes cinco anos. Desta forma, todo o processo de avaliação foi pensado contando com a colaboração dos governos e dos escritórios nacionais e regionais do PMA “, explicou a coordenadora de programas de Articulação Sul, Melissa Pomeroy.
Em julho, governos de todos as nações envolvidas receberão uma pesquisa sobre o resultado das intervenções do Centro. A equipe de avaliação também está desenvolvendo uma estratégia de monitoramento e avaliação para o organismo do PMA e do governo brasileiro.
Com a iniciativa, o Centro espera analisar a ampla gama de atividades realizadas ao longo dos seus cinco anos de atuação para continuar a ampliar sua eficiência. O relatório final da análise é esperado para novembro deste ano e a estratégia de monitoramento e avaliação, para dezembro.