Atividades haviam sido interrompidas após golpe no início do mês. Temia-se roubo de carga dos armazéns. Estimativa é de que 1,2 milhão de pessoas necessitam de assistência.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou na sexta-feira (20/04) que o transporte aéreo de ajuda alimentar de emergência foi retomado no Mali, onde estima-se que 1,2 milhão de pessoas necessitem de assistência. As atividades do PMA haviam sido interrompidas no norte do país depois do golpe de Estado no começo do mês, e temia-se que 2.000 toneladas de alimentos fossem roubadas de seus armazéns.
“Até agora há um grande número de aeroportos ainda fechados, mas assim que reabrirem, pretendemos voar até eles”, disse a Porta-Voz do PMA, Elizabeth Byrs, em Genebra, na Suíça. Mesmo antes de a rebelião tuareg deslocar pelo menos 200 mil pessoas, a parte norte de Mali estava enfrentando taxas alarmantes de desnutrição, assim como a maior parte da região do Sahel, África Ocidental.
A situação alimentar no país vem piorando desde novembro, com chuvas irregulares e limitadas, resultando em uma queda significativa da produção – a de grãos caiu 41% em relação ao ano passado.
Segundo o PMA, em um país onde a esmagadora maioria da população depende da agricultura pluvial como sua principal fonte de alimento e renda, esse déficit tem consequências graves para os cerca de 3,5 milhões de pessoas que vivem em regiões de insegurança alimentar.