Quase 20 milhões de dólares serão investidos em cinco anos pelo governo brasileiro e outras instituições nacionais em ações de assistência técnica e capacitação.
O Brasil tem contribuído para reverter o quadro de estagnação das taxas de produtividade do algodão na África, América Latina e Caribe, ajudando a promover o aumento da renda e o acesso das populações rurais a alimentos. Em cinco anos, serão investidos 19,8 milhões de dólares (o equivalente a 36,1 milhões de reais) em ações de assistência técnica e capacitação relacionadas a controle, mitigação e erradicação de pragas e doenças, entre outras iniciativas.
O projeto “Apoio ao Desenvolvimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul” é coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).
A verba é do Fundo de Assistência Técnica e Fortalecimento da Capacitação Relativo ao Contencioso do Algodão. Administrado pelo IBA, o Fundo é resultado das recentes conquistas do Brasil no quadro do contencioso do algodão na Organização Mundial do Comércio (OMC).
“O mundo quer conhecer o trabalho do Brasil, e nós podemos dar essa contribuição”, afirmou o Coordenador-Residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e Representante-Residente do PNUD, Jorge Chediek. Para o dirigente, o projeto é extraordinário por várias razões, dentre elas, o fato de contar com recursos do setor privado. “O envolvimento do setor privado nesse projeto é fundamental e permite expandir as parcerias, já que sabemos que a demanda do setor algodoeiro é enorme. Esse investimento deve retornar ao setor privado, explorando a capacidade de negócios.”
O algodão é um produto que ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento e nos programas de redução da pobreza de vários países africanos, notadamente na África Subsaariana. As exportações da commodity chegam a representar 40% da receita total de exportação e até 60% da receita da exportação de produtos agrícolas do Benim, de Burkina Faso, do Chade e do Mali.