Desde o início do projeto, a taxa de sedimentação do lago caiu de 159 toneladas por dia para 115 toneladas na bacia hidrográfica do rio Lufubu.
Empréstimos de pequeno porte têm permitido que a preservação ambiental seja uma aliada do desenvolvimento de comunidades no entorno do segundo lago mais profundo do planeta, o Tanganica, localizado na Zâmbia. Graças a um fundo rotativo dedicado à gestão ambiental e econômica foi possível reverter a taxa de sedimentação do lago de 159 toneladas por dia para 115 toneladas. Os recursos do projeto também são usados como uma alternativa de sustento para mais de 700 mulheres que deixaram a atividade da pesca após dificuldades com a sobrepesca.
A diversificação agrícola foi uma solução para ajudar famílias a obter sustento em áreas antes prejudicadas pelo mau uso da atividade pesqueira. Uma das mulheres beneficiadas é a trabalhadora Sebi Nafukwe, moradora de uma aldeia localizada às margens do lago. Hoje, com a venda do arroz que estão produzindo, Sebi e as mulheres da associação local estão obtendo 1,4 milhão de Kwachas (o equivalente a R$ 500) por ano, por família. “Nós nunca imaginamos que a agricultura poderia ser tão gratificante economicamente”, disse ela, com um sentimento de surpresa e realização.
Essas mulheres, encorajadas pelo sucesso do cultivo de arroz, expandiram suas atividades comerciais para a criação de aves e peixes e a horticultura. Com a nova renda, agora são capazes de garantir as necessidades nutricionais de toda a família, além de poder mandar os filhos para a escola.
O Fundo, iniciado em 2009, é apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Com esses recursos, as comunidades estão investindo no desenvolvimento de meios de vida sustentáveis e ambientalmente corretos. Assim, estão construindo tanques de peixes, criando aves e cultivando culturas como arroz e milho.
Ao mesmo tempo, estão plantando árvores para controlar os efeitos da erosão nas encostas íngremes do lago. A sedimentação polui a água, impede o crescimento da vegetação natural e causa a morte de peixes. O lago Tanganica, segundo mais profundo do planeta, fornece meio de vida para até 10 milhões de pessoas que vivem no Burundi, na República Democrática do Congo, na Tanzânia e na Zâmbia. Desde o início do projeto, a taxa de sedimentação do lago caiu de 159 toneladas por dia para 115 toneladas por dia na bacia hidrográfica do rio Lufubu, onde duas das onze aldeias participantes estão localizadas.
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