Sessenta mulheres de diversas etnias e regiões do Brasil participaram do encontro, que também serviu para estabelecer um processo de escuta pelos órgãos de governo para políticas com foco na questão indígena.

Meninas da aldeia de Panambizinho (MS) estão entre os jovens e crianças beneficiados por programas da ONU no Brasil. Foto: Gilmar Galache / PNUD
Cerca de 60 mulheres indígenas de diversas etnias, das cinco regiões do país participaram do Seminário de Mulheres Indígenas e Segurança Alimentar e Nutricional, realizado em Brasília nos dias 12 e 13 de novembro.
Promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o evento possibilita a troca de experiências, práticas e saberes relacionados à segurança alimentar e nutricional dos povos indígenas, com foco no papel das mulheres. Além disso, serve como parte do processo de escuta das mulheres indígenas pelos órgãos de governo para a qualificação de ações específicas para os povos indígenas nas esferas municipal, estadual e federal.
“Acreditamos que seja uma forma que temos de contribuir para que estas comunidades tenham melhores oportunidades no que diz respeito à segurança alimentar e nutricional”, explicou Fernando Moretti, coordenador do Programa Conjunto da ONU sobre Segurança Alimentar e Nutricional (PCSAN).
O seminário também recebeu apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e de parceiros como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) e a ONG Oxfam Internacional.
O Programa Conjunto de Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas no Brasil (PCSAN), executado de 2009 a 2013, visava contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, já que, embora o Brasil tenha tido desempenho notável na redução da desnutrição, os indicadores nacionais encobrem desigualdades internas. No caso dos povos indígenas, existe uma situação de fragmentação cultural, doenças e fome decorrentes da perda de capacidade de autogestão e autonomia econômica.