Quase 1,7 milhão de liberianos, metade mulheres, tiveram a chance de votar nas eleições desta semana.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) trabalhou, com parceiros, apoiando as autoridades liberianas na organização das eleições de 11 de outubro, a primeira realizada desde o fim da guerra civil que assolou o país, em 2003. O envolvimento político da população foi considerado um passo fundamental em direção à manutenção da paz na nação da África Ocidental.
Cerca de US$ 27 milhões de um fundo gerenciado pelo PNUD foram usados no processo, que incluiu o cadastramento de eleitores e o treinamento de 95 profissionais de 17 instituições do governo e 33 organizações da sociedade civil em temas de educação cívica e eleitoral.
Além disso, 453 mulheres participaram em cursos de liderança e representação política. Mais de 80% delas conseguiram se tornar candidatas independentes para essas eleições.
Apoiar os esforços democráticos na Libéria é parte do trabalho do PNUD no país, que também se destina a atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) – oito metas acordadas pelos líderes mundiais que visam reduzir a pobreza, fome, morte de mães e crianças, doenças, desigualdade de gênero e degradação ambiental até 2015.
No quesito igualdade de gênero, o PNUD também trabalha na concessão de microcrédito a cooperativas de mulheres. As cooperativas, por sua vez, oferecem pequenos empréstimos a seus membros para que possam começar ou investir em seus próprios negócios.
Em 2009, 17 mil mulheres – muitas delas sobreviventes da guerra ou vítimas de violência doméstica – participaram em cursos e treinamentos sobre finanças e microcrédito.