Se os padrões de hoje forem mantidos, em 2030, os brasileiros serão 34% menos ativos do que eram em 2002. Brasil economizaria 27 bilhões de reais em gastos direitos ou indiretos relacionados com o sedentarismo.
Se os padrões de hoje forem mantidos, em 2030, os brasileiros serão 34% menos ativos do que eram em 2002. Brasil economizaria 27 bilhões de reais em gastos direitos ou indiretos relacionados com o sedentarismo.

O projeto ‘Craque de Bola e de Escola’, do Instituto Bola Pra Frente, é um dos projetos apoiados pela iniciativa ‘Desenhado para o Movimento’. Foto: Divulgação Projeto Craque da Bola
Se os padrões de hoje forem mantidos, em 2030, os brasileiros serão 34% menos ativos do que eram em 2002, apontam pesquisas recentes. Preocupado com esta realidade, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) trouxe para o Brasil, junto com a Nike e outros 30 organizações brasileiras de diferentes setores, a plataforma ‘Desenhado para o Movimento’, uma iniciativa mundial cujo objetivo é alertar para a urgência do combate à inatividade física e promover soluções para uma reversão das tendências atuais.
A plataforma, lançada em dezembro de 2013, busca estimular nas crianças e adultos antigos hábitos substituídos pela tecnologia nos últimos anos, como trocar as horas passadas em frente a uma TV por caminhadas em um parque ou optar pela bicicleta em vez do transporte motorizado.
São pequenas atividades físicas cotidianas que ajudariam não só a reduzir os riscos associados ao sedentarismo como também levariam o país a economizar mais de 27 bilhões de reais em gastos diretos ou indiretos relacionados à inatividade física.
Com um compromisso de investimento no valor de até 16 milhões de dólares para os próximos três anos, a plataforma promove a atividade física entre as crianças no Brasil por meio de uma abordagem multissetorial e de uma visão otimista sobre um mundo fisicamente ativo, enfocando em duas ações: a criação de experiências positivas para as crianças desde cedo e a integração da atividade física ao dia a dia da população em geral.
“O mundo vive em meio a uma epidemia de falta de movimento. O resultado disso é uma queda na qualidade de vida das pessoas e um aumento considerável nos gastos com saúde”, alerta Jorge Chediek, representante residente do PNUD e coordenador residente do Sistema ONU no Brasil.
“Esse é um fenômeno global e, se não fizermos algo em relação a ele, muitas crianças terão uma expectativa de vida menor que a de seus pais”, disse Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos e fundador da Clinton Foundation, uma das instituições parceiras da iniciativa.