PNUD ensina práticas de comunicação para jovens do cerrado mineiro

No norte de Minas Gerais, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) ajuda comunidades rurais não apenas a adotar métodos sustentáveis de produção, mas também a se articular em redes de comunicação. Recentemente, uma oficina do Projeto Bem Diverso — uma iniciativa da agência da ONU — levou capacitação para 25 jovens que, agora, poderão fazer sua voz ser ouvida na internet e em outros meios.

Jovens geraizeiros aprenderam a produzir textos, fotos e vídeos para criar redes de comunicação comunitária. Foto: PNUD

Jovens geraizeiros aprenderam a produzir textos, fotos e vídeos para criar redes de comunicação comunitária. Foto: PNUD

No norte de Minas Gerais, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) ajuda comunidades rurais não apenas a adotar métodos sustentáveis de produção, mas também a se articular em redes de comunicação. Recentemente, uma oficina do Projeto Bem Diverso — uma iniciativa da agência da ONU — levou capacitação para 25 jovens que, agora, poderão fazer sua voz ser ouvida na internet e em outros meios.

“Queremos contar nossa própria história, nossa luta pelo território e as belezas das paisagens e do povo geraizeiro”, declaram adolescentes geraizeiros da região do Alto Rio Pardo. A expressão “geraizeiro” é usada para se referir às populações vivendo na zona rural do cerrado mineiro. A formação foi fruto de uma parceria entre o Bem Diverso, o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM) e a Rede Sociotécnica do Alto Rio Pardo.

O curso foi dividido em dois módulos. O primeiro aconteceu em abril e abordou como a juventude pode usar a fotografia para retratar a identidade geraizeira. Atividades foram coordenadas pelo fotógrafo João Ripper. Já o segundo ciclo de formação, realizado em 24 e 25 de maio, em Taboeiras, apresentou técnicas de produção textual, práticas de vídeo e conteúdo para as redes sociais.

Ao final da capacitação, os participantes apresentaram o resultado do trabalho de registrar em fotos, vídeos e matérias as cenas do cotidiano das comunidades geraizeiras. Produções reuniram entrevistas dos moradores mais antigos sobre a história e as práticas locais tradicionais.

Os jovens também aprenderam a adaptar textos para vários tipos de mídia — o que é particularmente importante para os que têm a internet como plataforma. Todas as técnicas ensinadas também foram aplicadas ao uso de telefones celulares, ferramentas mais acessíveis atualmente.

Nina Ribas, do povoado Olhos D’Água, diz que, com as oficinas, ela se sente mais preparada para iniciar práticas de comunicação em sua comunidade.

“Têm fatos importantes que acontecem nas nossas comunidades que não são vistos. Precisamos divulgá-los utilizando as ferramentas a que temos acesso, como as redes sociais. Queremos também divulgar todo conhecimento dos nossos anciãos, que são detentores do saber tradicional, para que as pessoas deem mais valor a essas práticas que refletem quem somos”, afirma.

Para dar continuidade ao trabalho, os alunos da oficina combinaram de se encontrar em espaços virtuais para desenvolver estratégias e melhor promover a comunicação na sua região. O Projeto Bem Diverso é uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o PNUD, com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).

Confira abaixo um dos vídeos produzidos durante a oficina: