PNUD lança iniciativa para discutir nova governança na América Latina e Caribe

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) dará início, na América Latina e Caribe, a uma série de consultas com diversos atores da região, incluindo acadêmicos, ativistas, representantes do setor privado, jornalistas e jovens lideranças para discutir como enfrentar a crise de governança na região e relançar seu programa de governança regional.

Os tópicos da discussão incluem as capacidades do Estado e a luta contra a corrupção, equidade social e as reformas fiscais necessárias para construir uma nova normalidade, mais pacífica e inclusiva na  América Latina e no Caribe.

PNUD lança iniciativa para ajudar a enfrentar a crise de governança na América Latina e Caribe. Foto: PNUD

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) dará início, na América Latina e Caribe, a uma série de consultas com diversos atores da região, incluindo acadêmicos, ativistas, representantes do setor privado, jornalistas e jovens lideranças para discutir como enfrentar a crise de governança na região e relançar seu programa de governança regional.

Os tópicos da discussão incluem as capacidades do Estado e a luta contra a corrupção, equidade social e as reformas fiscais necessárias para construir uma nova normalidade, mais pacífica e inclusiva na  América Latina e no Caribe. O objetivo final é buscar, juntos, o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável incluídos na Agenda 2030.

Esse processo implica, necessariamente, na busca por acordos políticos e sociais que garantam paz e coesão social.

Uma crise de governança

Nas últimas semanas, a pandemia da COVID-19 se aprofundou na América Latina. Os aspectos sanitários, humanitários e econômicos desta crise não tem precedentes históricos.

As projeções apontam que cerca de 30 milhões de pessoas cairão na pobreza e o número de desempregados  chegará a mais de 44 milhões. A contração na produtividade e na economia são tão profundas que, segundo estimativas, os níveis de atividade econômica de 2019 não serão recuperados até 2023.

Segundo o subsecretário geral das Nações Unidas e diretor regional do PNUD para América Latina e Caribe, Luis Felipe López-Calva, “assim como os efeitos do novo coronavírus em um organismo com doenças pré-existentes, nossas sociedades são mais afetadas por deficiências estruturais crônicas pré-pandêmicas: alta desigualdade, contratos sociais fragmentados, baixa produtividade e crescimento, pouca confiança nas instituições públicas e fragilidade fiscal”.

“É por isso que a COVID-19 na América Latina não  é apenas uma crise sanitária e socioeconômica, mas também uma crise de governança”, acrescentou.

No momento em que a população da região – com pelo menos 23 milhões de pobres a mais – aspira a uma presença mais robusta e solidária do Estado,  as suas capacidades estão abaixo das expectativas dos cidadãos e cidadãs. Nesse sentido, encontrar caminhos para estabelecer uma governança efetiva é fundamental para a região.