Medidas do governo espanhol para reduzir o déficit público têm condicionado contribuições voltadas para projetos em vários países.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está negociando com a Espanha a continuidade do financiamento de seus programas na América Latina. Medidas austeras impostas pelo governo espanhol para reduzir o déficit público têm condicionado as contribuições voltadas para projetos desenvolvidos em vários países, entre eles o Brasil.
Em recente visita a Madri, o Subsecretário Geral da ONU e Diretor do PNUD para a América Latina e Caribe, Heraldo Muñoz, reuniu-se com altos funcionários do Ministério de Assuntos Exteriores e de Cooperação daquele país. Muñoz reconhe que o fundo criado pela Espanha e pelo PNUD em 2007 para trabalhar exclusivamente com a América Latina e o Caribe sofreu reduções nos últimos anos em função da situação fiscal espanhola. De 2007 a 2011, a Espanha contribuiu com cerca de US$ 67 milhões. No último ano, o montante foi de US$ 6,7 milhões.
Somando todas as contribuições da Espanha para o PNUD contadas como ajuda oficial ao desenvolvimento, o país alocou cerca de US$ 788 milhões para este organismo, US$ 110 milhões somente em 2010, segundo o último relatório de acompanhamento do Plano Anual de Cooperação.
Projetos no Brasil
No Brasil, três programas recebem suporte deste fundo: o Programa Interagencial para a Promoção da Igualdade de Gênero e Raça; o Programa Segurança Cidadã: Prevenindo a Violência e Fortalecendo a Cidadania com Foco em Crianças, Adolescentes e Jovens em Condições Vulneráveis em Comunidades Brasileiras; e o Programa Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas no Brasil. Juntos, eles somam um orçamento de US$ 16 milhões.
A implementação desses três programas tem contribuído para as políticas nacionais de promoção da inclusão social e redução das desigualdades, o fortalecimento da democracia, com a igualdade racial e de gênero, a melhoria e pacificação do ambiente social e o fortalecimento das capacidades locais.