Capacitação reuniu cerca de 50 técnicos em eficiência energética que receberam informações atualizadas sobre estratégias para melhorar consumo de prédios do governo. Segmento de construções públicas responde por 8% do uso de eletricidade do setor de edificações.

Melhorar eficiência energética de edificações públicas pode ser primeiro passo de estratégias mais amplas contra o desperdício de energia em estabelecimentos privados. Foto: Agência Brasil / Fabio Rodrigues Pozzebom
Em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) reuniu em Brasília, na terça-feira (31), cerca de 50 técnicos em eficiência energética para uma oficina de capacitação sobre a classificação de edifícios públicos segundo sua capacidade de economizar de energia.
Atualmente, o setor de edificações é responsável por quase metade do consumo brasileiro de eletricidade. Embora as construções públicas respondam por apenas 8% do total de energia elétrica consumida pelo conjunto do segmento, melhorar a eficiência energética desses prédios pode ser o início de estratégias mais amplas.
“Depois, a ideia é passar para o setor privado, no qual os prédios comerciais são responsáveis por 16,3% do consumo de energia e, finalmente, chegar às residências, responsáveis por 24,2% do consumo”, explicou a especialista e ministrante da oficina, Júlia Fernandes.
O encontro buscou atualizar e aperfeiçoar conhecimentos sobre a classificação de prédios públicos, estimulando a participação de servidos e gestores envolvidos na administração dessas construções.
Segundo Fernandes, reduzir os gastos energéticos das edificações será fundamental para combater as mudanças climáticas.
“O que era previsto de aumento de temperatura para 20 anos já está acontecendo agora. Em um cenário pessimista, até 2100 haverá aumento de 5 graus na Amazônia. Em um cenário otimista, o aumento será de 3 graus.”
“Com o aumento de 38 para 43 graus, a gente consegue se adaptar, é só ligar o ar-condicionado, mas e o ecossistema? Já tem muita espécie em extinção por causa disso”, alertou.
Ao longo da oficina, vinculada ao Projeto 3E – Eficiência Energética em Edificações, a especialista explicou que “o aumento do consumo de energia se deve porque o ser humano precisa estar confortável quando falamos em iluminação e temperatura”.
O foco das estratégias de eficiência energética é, portanto, como diminuir esse gasto de energia sem que se perca o conforto.
Ainda nesse ano, outras oficinas voltadas para o setor público serão realizadas em Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados. Confira a lista completa aqui. Capacitações para o setor privado também estão previstas.