PNUD realiza oficina sobre segurança cidadã e gestão da informação no Brasil

Objetivo é contribuir para a formulação de diretrizes para a criação e funcionamento de observatórios de violência.

Profissionais jogam o "Fique Seguro - Coletânea Convivência e Segurança Cidadã" em Formosa. Foto: PNUD Brasil/Júlia Lima

Profissionais jogam o “Fique Seguro – Coletânea Convivência e Segurança Cidadã” em Formosa. Foto: PNUD Brasil/Júlia Lima

“Não basta apenas observar, é preciso utilizar os dados para transformar a nossa realidade na área de segurança e convivência cidadã.” Foi com essa frase que Daniel Luz, assessor regional do PNUD para a América Latina e Caribe, explicou a importância da Oficina para Gestores: Sensibilização sobre o Tema da Gestão da Informação no Brasil.

O evento foi realizado, nos dias 15 e 16 de outubro, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil em parceria com o Centro Regional de Serviços para América Latina e o Caribe do Escritório Regional do PNUD no Panamá, contando ainda com a presença da equipe técnica da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ).

De acordo com a oficial de programa do PNUD, Érica Machado, “o objetivo da Oficina é contribuir com os conhecimentos acumulados pela Senasp para a formulação de diretrizes para a criação e funcionamento de observatórios de violência, que vem se constituindo em uma demanda crescente de estados e municípios”.

Érica explica ainda que a violência e a criminalidade urbana são fenômenos multicausais e por essa razão a estratégia aplicada para solucionar ou mitigar o problema deve se basear no conceito de segurança cidadã, que enfatiza a prevenção e o controle, por meio da convivência e na integralidade da segurança na vida do cidadão e na atuação governamental.

Durante o evento, o representante residente do PNUD, Jorge Chediek, ressaltou o papel da segurança cidadã no desenvolvimento humano, bem como a importância de se conhecer a realidade local na hora de implantar metodologias. “Nós fazemos parte dessa grande luta por uma sociedade com menos violência e mais segurança”, disse.

A Oficina equilibrou conteúdos teóricos e práticos, incluindo a capacitação em estratégias de seguimento e monitoramento de programas e políticas por meio de medição, análise qualitativa e quantitativa de dados, indicadores, coordenação interinstitucional, prestação de contas, identificação de problemáticas associadas à disponibilidade dedados e possíveis soluções para problemas específicos.

Para a diretora de prevenção da Senasp, Cristina Villa Nova, “a partir de uma Oficina como essa, vamos conseguir efetivamente desenvolver os observatórios. Obviamente, sem a parceria do PNUD, levaríamos muito mais tempo, e não seria talvez com a qualidade que a gente gostaria que tivesse. Tenho certeza que, a partir daqui, vamos poder evoluir para apresentar para os entes federais e definir os investimentos com recurso público de uma forma mais qualificada”.