PNUD reforça papel dos municípios no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Debate aconteceu na arena temática da XVIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Representante da agência da ONU defendeu a adaptação da agenda global para indicadores e metas que façam sentido para a realidade de cada comunidade.

A conquista do novo conjunto de objetivos para os próximos anos deve ser adotado pelas cidades para garantir um futuro mais próspero para seus cidadãos. Foto: ONU-Habitat/Lucille Kanzawa

A conquista do novo conjunto de objetivos para os próximos anos deve ser adotado pelas cidades para garantir um futuro mais próspero para seus cidadãos. Foto: ONU-Habitat/Lucille Kanzawa

“A nova agenda é um acordo internacional de lideranças que só será alcançada se for trabalhada desde o governo federal até o estadual, até cada município e comunidade.” A afirmação é da representante do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), Ieva Lazareviciute, que participou da arena temática Ações Internacionais municipalistas – um leque de possibilidades na XVIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM),  na segunda-feira (25).

Temas debatidos em nível global foram discutidos no evento, inclusive a agenda pós-2015 e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

Ieva Lazareviciute apontou que, apesar dos ODS propostos ainda estarem em discussão, já na conferência Rio+20 realizada em 2012, diretrizes foram adotadas para garantir sua construção de baixo para cima, com consultas amplas a várias parcelas da sociedade de diversos países.

“Os ODS já foram construídos de maneira a desafiar tanto os países ricos quanto os pobres. Desafiam também a gestão pública, sociedade civil e setor privado.”

Segundo ela, é necessário municipalizar e trabalhar localmente para que seja possível compreender as diferentes realidades para então oferecer soluções. “Temos que saber o que estamos tentando atacar”, completou. 

Soluções em âmbito local devem ser construídas de forma a complementar as do governo federal, observou a representante do programa do PNUD. Cada município deve traduzir a agenda global para formular indicadores e metas que façam sentido para aquela comunidade, uma vez que cada uma tem sua realidade própria.

“Pensar apenas em crescimento econômico não basta, é preciso também pensar sobre saúde, qualidade de vida e educação para alcançar desenvolvimento humano”, finalizou.