PNUMA: Adaptação às mudanças climáticas pode promover meios de subsistência a 65% dos africanos

Novo relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente alerta que em 2050 a população africana deve dobrar para 2 bilhões e a maioria continuará dependendo da agricultura para sobreviver.

Foto: PNUMA

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Investir em maneiras de se adaptar à mudança do clima poderá promover meios de subsistência a 65% dos africanos, afirmou o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) nesta quarta-feira (13). Além disso, a agência da ONU alertou que em 2050 a população africana deverá dobrar, chegando aos 2 bilhões de habitantes, e a maioria continuará dependendo da agricultura para sobreviver.

“Com 94% da agricultura dependendo das chuvas, os impactos futuros das mudanças climáticas, que incluem o aumento das secas, inundações e elevação do nível do mar podem reduzir a produtividade das culturas em algumas partes da África entre 15% a 20%”, disse o subsecretário-geral e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner. “Tal situação, se não for solucionada, poderá causar graves implicações para os países mais vulneráveis ​​da África”, acrescentou. 

Através do seu novo relatório gráfico “Acompanhamento das Ações de Adaptação na África – Ações Específicas de Estímulo Fiscal que Fazem a Diferença”, o PNUMA detalha as implicações que as mudanças climáticas terão no futuro e fornece exemplos de projetos de adaptação que vão desde a gestão dos ecossistemas da floresta aos parques aquáticos e agricultura. Os projetos estão integrados nas políticas nacionais de desenvolvimento, fortalecendo e melhorando a resiliência das comunidades contra os impactos das mudanças climáticas, mas também contribuem para a realização das metas anti-pobreza dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

O continente africano perdeu 65% da sua superfície agrícola desde 1950, devido à degradação do solo, de acordo com o PNUMA. Até 12% do seu produto interno bruto agrícola (PIB) perdeu-se devido à deterioração das condições do solo e 135 milhões de pessoas correm o risco de ter que se deslocar de suas terras até 2020, devido à desertificação.