Polícia Federal e escritório da ONU fortalecem combate ao tráfico de drogas em aeroportos

Acordo entre forças de segurança brasileiras e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) prevê que Aeroporto Internacional de Guarulhos seja integrado a rede de dados e comunicação de projeto gerido pela ONU, INTERPOL e Organização Mundial das Aduanas. Aeroporto registra altas taxas de apreensão de cocaína.

Aeroporto Internacional de Guarulhos vai ser integrado à rede de comunicação de projeto que envolve as Nações Unidas, a INTERPOL e a Organização Mundial das Aduanas (OMA). Foto: Agência Brasil

Aeroporto Internacional de Guarulhos vai ser integrado à rede de comunicação de projeto que envolve as Nações Unidas, a INTERPOL e a Organização Mundial das Aduanas (OMA). Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal do Brasil firmou no início do mês (2) um acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para fortalecer a cooperação já existente entre projetos dos dois organismos voltados para o combate ao tráfico de drogas em aeroportos.

Implementado pela agência da ONU em parceria com a INTERPOL e a Organização Mundial de Aduanas (OMA), o Projeto de Comunicações Aeroportuárias (AIRCOP) desenvolve iniciativas nas áreas de detecção, interdição e investigação de crimes envolvendo o comércio internacional de substâncias ilícitas.

O programa busca superar os desafios associados à aplicação fragmentada da lei para lidar com o crime organizado transnacional. A ideia é promover a cooperação regional entre países que fazem parte do Programa da Rota da Cocaína da União Europeia — financiadora do projeto.

Com a parceria entre UNOPS e Polícia Federal, o Aeroporto Internacional de Guarulhos — o mais movimentado da América Latina em tráfego de passageiros, com mais de 39 milhões de pessoas em circulação em 2015, e um dos recordistas em apreensões de cocaína a nível mundial — deverá ser conectado às bases de dados e às redes de comunicação mantidas pela INTERPOL e pela OMA.

Isso vai permitir a transmissão, em tempo real, de informações operacionais e de inteligência para outros aeroportos internacionais, com o objetivo de interceptar carregamentos ilícitos.

Em contrapartida, o Programa Internacional de Cooperação Policial em Aeroportos (INTERCOPS) da PF vai facilitar, como tem sido feito nos últimos dois anos, a participação de forças-tarefa de Interdição Conjunta de Aeroportos do AIRCOP (JAITFs) em suas próprias operações.

A parceria também prevê treinamentos oferecidos pelo projeto de âmbito internacional para os oficias do INTERCOPS. A capacitação será focada em interceptação de drogas traficadas por passageiros e em cargas na África, América Latina e Caribe.

Atualmente, a rede AIRCOP inclui 26 países beneficiários e associados nessas três regiões. Os resultados do programa são impressionantes — 655 apreensões e 696 prisões, incluindo 1.410 kg de cocaína, 903 kg de maconha, 837 kg de metanfetamina e mais de 4 milhões de dólares.