Para marcar o início da 20ª Semana Mundial da Amamentação, em 170 países, o UNICEF informou que as taxas globais de aleitamento materno mantiveram-se relativamente estagnadas no mundo em desenvolvimento. Doenças como diarreia e pneumonia são responsáveis pela maioria das mortes que poderiam ser evitadas.
No 20º aniversário da Semana Mundial da Amamentação, que acontece em 170 países e começa hoje (01), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirmou que políticas nacionais consistentes de apoio à amamentação podem evitar as mortes de cerca de 1 milhão de crianças menores de cinco anos no mundo em desenvolvimento a cada ano.
“Se a amamentação fosse promovida de forma mais efetiva e as mulheres fossem protegidas contra o marketing agressivo dos substitutos ao leite materno, veríamos que mais crianças sobreviveriam e se desenvolveriam, com menor incidência de doenças e menores taxas de desnutrição e atraso no crescimento”, disse o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake.
Mesmo com as fortes evidências de que o aleitamento materno exclusivo previne doenças que matam milhões de crianças todos os anos, como diarreia e pneumonia, as taxas globais de amamentação mantiveram-se relativamente estagnadas no mundo em desenvolvimento, com crescimento de 32% em 1995 para 39% em 2010. No mundo, alguns dos obstáculos para melhorar as taxas de amamentação são o marketing antiético dos fabricantes de substitutos do leite materno, políticas nacionais que não apoiam a licença-maternidade, e uma falta de compreensão sobre os riscos de não amamentar.
“O aleitamento materno precisa ser valorizado como um benefício que não é bom apenas para os bebês, as mães e suas famílias, mas que também pode gerar economia para os governos no longo prazo”, disse Lake.