Nações Unidas pediram que resultado seja respeitado. PNUD apoia gestão de fundo eleitoral que conta com apoio da comunidade internacional, incluindo do Brasil.

Funcionários da área de cidadania visitam comunidades para explicar os procedimentos de votação para as eleições presidenciais e parlamentares de 13 de abril de 2014. Foto: PNUD Guiné-Bissau
Com os preparativos apoiados pelas Nações Unidas, eleitores da Guiné-Bissau irão às urnas neste domingo (13) em eleições presidenciais e parlamentares, com muitos esperando que o processo traga estabilidade para a pequena nação do oeste africano.
Adiada diversas vezes, o processo eleitoral deste domingo será o primeiro desde o golpe militar de 2012, que depôs o presidente interino Raimundo Pereira. As eleições são vistas como essenciais para restaurar a ordem constitucional, o crescimento e o desenvolvimento econômico local.
Às vésperas das eleições, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu para as pessoas e instituições na Guiné-Bissau que garantam a condução de eleições pacíficas e credíveis, acrescentando que os candidatos e seus apoiadores, o Governo de Transição, órgãos de gestão eleitoral, a sociedade civil e a população em geral têm um importante papel a desempenhar neste processo.
Gana Fofang, vice-representante especial do secretário-geral e coordenador residente das Nações Unidas na Guiné-Bissau, pediu que todos os cidadãos não apenas votem em paz, mas igualmente comprometam-se em aceitar os resultados. “O que Guiné-Bissau precisa é um retorno à normalidade constitucional. Só então o país poderá voltar para um caminho de desenvolvimento mais robusto.”
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) tem apoiado o processo eleitoral na Guiné-Bissau, gerindo um fundo de 6,6 milhões de dólares que inclui o financiamento da União Europeia, África do Sul, Japão, Fundo das Nações Unidas de Consolidação da Paz, Reino Unido, Nigéria, Turquia e Brasil.
Os fundos têm servido para ajudar a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) a organizar a votação, adquirindo materiais de votação, organizando atividades de educação cívica e treinando autoridades eleitorais. Pela primeira vez, a Comissão tem sua própria instalação, totalmente remodelado na capital, Bissau.
Em paralelo, o PNUD entregou materiais de votação, incluindo 800 mil boletins de votação e 6 mil urnas, além de 6 mil cabines de votação e garrafas de tinta.
Uma vasta campanha de educação cívica, com visitas porta-a-porta, ocorreu em diversas comunidades, bem como atividades de divulgação em locais públicos. Algumas dessas atividades também aconteceram em escolas.