População palestina deve dobrar nos próximos 30 anos, diz agência da ONU

A população palestina deve dobrar de tamanho até 2050, afirmou novo relatório lançado este mês pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que examinou as mudanças demográficas e as oportunidades de desenvolvimento em todo o território palestino ocupado.

De acordo com o relatório Mudança Demográfica da Palestina até 2030: Oportunidades para o Desenvolvimento, a população atual da região de 4,7 milhões deve chegar a aproximadamente 6,9 milhões em 2030, e a 9,5 milhões em 2050.

Mulheres palestinas caminham próximo ao muro construído por Israel na região, perto de Ramallah, na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold

Mulheres palestinas caminham próximo ao muro construído por Israel na região, perto de Ramalá, na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold

A população palestina deve dobrar de tamanho até 2050, afirmou novo relatório lançado este mês pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que examinou as mudanças demográficas e as oportunidades de desenvolvimento em todo o território palestino ocupado.

De acordo com o relatório Mudança Demográfica da Palestina até 2030: Oportunidades para o Desenvolvimento, a população atual da região de 4,7 milhões deve chegar a aproximadamente 6,9 milhões em 2030, e a 9,5 milhões em 2050.

A taxa mais alta de crescimento ocorre em Gaza, onde o relatório calcula que a população de 1,85 milhão alcançará 3,1 milhões em 2030, e 4,7 milhões em 2050.

Além do crescimento populacional, o número de mulheres entrando no mercado de trabalho também deve aumentar, com um terço das palestinas trabalhando.

O relatório destacou ainda que o número de postos de trabalho que precisará ser criado por ano aumentará de 58 mil para 72 mil até 2030. Essa conjuntura exigirá que a criação de emprego leve em conta não só os novos trabalhadores, mas também os desempregados e subempregados. Em 2015, a taxa de desemprego foi de 26%.

Espera-se também que novas e significativas demandas afetem a educação na Palestina, pois haverá um aumento de 48% no número de pessoas com idade entre 4 e 22 anos até 2050. O relatório estima que as taxas de matrícula educacional em Gaza vão ultrapassar as da Cisjordânia entre 2025 e 2030.

Segundo o representante do UNFPA para as tendências atuais e impactos esperados no Estado da Palestina, Anders Thomsen, as ações agora precisarão focar em criação de novas oportunidades para as pessoas e para o mercado, de modo que Gaza e o território palestino ocupado sejam totalmente integrados na economia internacional.

“Espero que estes dados sejam um chamado de alerta. Se as pessoas estiverem levando esses números e projeções a sério, verão uma maneira diferente de pensar hoje, a fim de evitar uma situação desastrosa em 14 anos”, frisou Thomsen.