País atingido por terremoto há 18 meses ainda não tem condição de proteger nem de cuidar de grupos vulneráveis. Apelo é para que governos avaliem cada caso, renovem vistos e evitem separação de famílias.
As Nações Unidas apelam para os governos que suspendam o repatriamento involuntário de haitianos por causa das condições precárias do país. “Apesar das recentes eleições e dos contínuos esforços de reconstrução, o Haiti, enfraquecido pelo terremoto, não pode assegurar proteção adequada ou cuidados, especialmente para alguns grupos vulneráveis”, alertou o Porta-Voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Adrian Edwards, na Suíça.
Estima-se que 680 mil deslocados ainda vivam em campos tanto na capital, Porto Príncipe, como em outras áreas atingidas pelo terremoto. O número de deslocados que deixaram o Haiti é desconhecido.
Por questões humanitárias, o ACNUR e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) exortam os governos a renovar as permissões de residência e outros mecanismos para permitir que haitianos permaneçam no exterior. “O apelo é para que os governos avaliem os casos dos haitianos individualmente, não obriguem o retorno de pessoas com necessidade de proteção especial e evitem a separação de famílias”, explicou Edwards.