De acordo com estimativas de 2016, mais de 15 mil ogivas nucleares permanecem em estoques globais. Embora represente uma redução considerável em relação aos estoques mantidos durante a Guerra Fria, o ritmo da redução diminuiu nos últimos anos. Além disso, há uma preocupação com a contínua dependência das armas nucleares nas doutrinas de segurança e com os programas contínuos de modernização e melhoria dessas armas.

Nuvem causada por teste nuclear conduzido pelos EUA nas Ilhas Marshall em 1952. Foto: Governo dos Estados Unidos
O representante da ONU para assuntos de desarmamento, Kim Won-soo, afirmou na segunda-feira (27) que criar um mundo livre de armas nucleares é uma obrigação de todos os Estados – tanto os nucleares como os não nucleares.
O discurso foi feito durante a conferência das Nações Unidas para negociar um instrumento juridicamente vinculativo para proibir esses armamentos.
De acordo com estimativas do ano passado, mais de 15 mil ogivas nucleares permanecem em estoques globais.
Embora represente uma redução considerável em relação aos estoques mantidos durante a Guerra Fria, o ritmo da redução diminuiu nos últimos anos e há uma preocupação com a contínua dependência das armas nucleares nas doutrinas de segurança e com os programas contínuos de modernização e melhoria dessas armas.
“Vamos trabalhar mais duro e criativamente para que possamos atingir nosso objetivo comum de um mundo mais seguro, sem armas nucleares e melhor para todos”, disse Kim Won-soo.
Falando em nome do secretário-geral da ONU, António Guterres, ele afirmou que o instrumento pode reforçar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (NPT) e fazer com que o mundo avance para a eliminação total das armas nucleares e para o desarmamento.
No entanto, ele reconheceu que o derrotismo e o desprezo permeiam agora as deliberações internacionais sobre o desarmamento, e advertiu que o público em geral parece perder o interesse pela questão.
“Precisamos encontrar uma nova maneira de inspirar e motivar o público em prol do desarmamento, da mesma forma que eles foram motivados a responder ao desafio da mudança climática, uma ameaça existencial que enfrenta a humanidade”, frisou.
“A posse de armas nucleares, que está ligada à ameaça de seu uso, é fundamentalmente incompatível com as aspirações comuns da humanidade para a paz e para a segurança”, continuou.